domingo, 29 de janeiro de 2012

ÚLTIMO - Capítulo 15

Quando chegamos em casa, desci do carro rapidamente para pegar a cadeira do Eduardo, a Alice ficava latindo e mordendo meu pé.
-Então essa é a famosa Alice! – ele sorriu enquanto abria a porta do carro para acariciá-la. – Não tinha um nome melhor, não? – perguntou.
-Foi o Nick – eu falei e o Edu repetiu com uma voz de óbvio, ele ficou calado enquanto eu abria a cadeira ao lado da porta – Segura em mim – Eduardo ergueu o braço e se apoiou no meu ombro.
-Você ainda gosta do Nick, não é? – Ele falou, e eu bati a cabeça na porta do carro.
-Hã? – falei coçando minha cabeça – Do Nick? Claro que não. – falei, depois de muito esforço consegui por o Eduardo na cadeira de rodas, abri a porta devagar, e uma surpresa, praticamente toda nossa turma estava lá, era uma grande festa, tinha uma enorme faixa toda borrada “Bem vindo de Volta Edu”,  era só pro Eduardo, ele estava emocionado, fiquei massageando seus ombros, enquanto observava todas aquelas pessoas gritando e sorrindo para ele, observei mais adiante, e o Nick estava lá, e por incrível que pareça tinha levado a Carol.
-Bem vindo de volta Eduardo – Jade sorriu. Cumprimentando o Edu, logo em seguida todos a nossa turma disse isso individualmente a ele. – Foi meio de ultima hora – ela sorriu mostrando o cartaz feito ás pressas, Eduardo riu um pouco e agradeceu mesmo assim. Depois foi o Daniel, que chegou correndo, com aquelas perninhas gordinhas e curtinhas, era fofo, vê-lo as movimentando rápido, erguendo os braços.
-DUDU!! – Ele gritava todo feliz pulando no colo do Edu – Eu sabia, eu sabia que você não ia embora – ele contava sorrindo – Eu te prometi que ia pedir para Papai do Céu todo dia  para você não viajar – ele sorriu para mim – Até pedi para a Alice não arrumar suas coisas – Daniel voltou a olhar nos olhos – E funcionou!! – Eduardo se emocionou com cada palavra inocente do Daniel, não se conteve e começou a chorar. Quando nos demos conta o Tyler estava vindo com um enorme bolo nas mãos, com vela e tudo, Eduardo ficou mais surpreso ainda.
-Espera, vou pegar a câmera – pedi para aguardarem, e subi as escadas depressa, remexi algumas gavetas e encontrei a minha câmera, e ainda aproveitei para trocar de roupa, quando estava descendo, pensei em dar uma checada no espelho o meu visual, pela brecha da porta, vi que a luz estava acesa, tinha alguém lá dentro,  antes que eu me aproximasse da porta abriram, boa sorte para mim, era o Nick, fiquei nervosa em vê-lo como de manhã, pensei que isso iria acabar, mas só aumentava, ele percebeu minha presença, deu uma olhada rápida, e logo saiu. Fiz o mesmo que ele. Antes que fechasse a porta.
-Ah, e só para saber, não vim por sua causa, e sim pelo  Eduardo – Ele falou com um leve tom de raiva, espera, ele pensava que eu pensava que eu estava o esperando?
-Apenas – virei meu rosto para ele – finja que eu sou invisível. – Olha, sei que fui grossa, tinha doído até em mim mesma, não entendia porque estava agindo daquele jeito, Nick não respondeu nada, apenas desceu as escadas e me ignorou. Depois de um tempo voltei para a festinha, tiramos fotos e isso tudo durou até o horário do almoço, já não tinha vontade de fazer mais nada, estava começando a dar valor a tudo que o Nick fazia,  mesmo inconformada com ele ter levado a loira para a festa, eu sentia sua falta, e muita.
O dia da festa dos formandos finalmente tinha chegado, estava ansiosa,  não ia participar realmente da festa, não gostava dessas coisas estravagantes, valsas, vestidos longos, apareci como convidada, em termos.  Eduardo também ia, colocou uma camisa social, calça social, e sapatos de couro, estava elegante, especialmente quando pôs os óculos de grau, e o gel no cabelo, o perfume incendiava toda a casa. Eu? Escolhi a mesma elegância do Eduardo, escolhi um vestido preto, simples bem curto com direito a levantar o busto e tudo, com um salto alto agulha, batom vermelho,  brincos enormes, que eu amava. Para a festa só ia eu e o Eduardo, Rodrigo não curtia essas coisas, então nos dois fomos no meu carro.
-Sente falta dele não é? – Eduardo perguntou.
-‘Dele’ quem? – perguntei
-Do Nick – Eduardo falou em tom de que sabia que eu sabia do que ele estava falando.
-Para com isso Eduardo – falei irritada – Já te falei que não. – Ele ficou calado até chegarmos no salão de festas onde a formatura acontecia, tinham vários carros, estacionei na única rara vaga bem na frente do local, assim que desliguei o carro Eduardo voltou  a falar.
-Então me diz, olhando nos meus olhos – Eduardo tirou o cinto e me olhou. – Eu sei que você não consegue mentir para mim.
-Porque você está agindo assim? – perguntei.
-Eu sei que você ainda gosta dele, e você está escondendo isso, porque é teimosa – Fiquei calada – Vai, fala!.
-Eu não vou falar isso – abri a porta do carro para retirar a cadeira do Eduardo da mala, assim que sai Tyler e Alex me avistaram.
-Quem é essa garota? Seqüestraram a Alice e te trouxeram no lugar dela, gata? – Alex brincou.
-Palhaço – ri um pouco.
-Caramba – o Tyler falou impressionado – Quando o Nick te ver... – Senti um ar de tensão quando o Tyler não completou a frase porque Alex tinha o cutucado. Decidi não perguntar sobre o Nick.
-Deixa que a gente leva o Eduardo – eles se ofereceram e eu deixei, foram empurrando a cadeira com o Edu sentado feito loucos, eu adorava vê-lo sorrindo daquele jeito. Voltei para o carro para pegar minha bolsa, e fechei a porta para dar uma ultima checada no visual, aproveitei para passar mais batom me olhando pelo retrovisor, e por mera ironia da vida, o carro do Nick estava estacionando atrás do meu, fiquei um pouco nervosa em vê-lo, mas fiz questão de descer lentamente do meu carro, para me exibir um pouco, pois é, gente orgulhosa que nem eu, tinha que dar uma de metida. Desfilei pela calçada até chegar na porta do evento, mas surpreendemente alguém tinha me dado a atenção que Nick não tinha dado.
-Oi – uma voz masculina falou.
-Oi – me virei para averiguar quem era, sim, era o Joe. – Ah, oi Joe – abri um leve sorriso.
- Veio da sua casa ou do País Das Maravilhas, por que olha – ele me olhou de cima a baixo.
-Ta tentando me cantar? – cruzei os braços e ri.
-Ta se sentindo cantada? – ele perguntou.
-Na verdade não – eu ri do desfez do sorriso do Joseph.
-Então o que eu posso fazer, para acompanhar a linda dama até a festa? – ele perguntou agindo como um verdadeiro cavalheiro. Vi que Nick estava logo atrás de nós. Sorri para o Joseph e segurei em sua mão, entramos juntos, estava bela a festa, lindos enfeites, longas escadas, e as formandas mais lindas ainda, era toda organizada, as cadeiras tinham os nomes dos convidados, da galera que era minha amiga, nenhuma iria participar, só foram para...
-To com fome – Jade falava deselegante.
-Quero comida – Alex bateu na mesa, sim, só foram para comer.
-Gente, que falta de elegância – minha barriga também roncou – Ai, to com fome – todos da mesa riram.
-Cadê o Nick, Joe? – Tyler perguntou, logo percebi que ele não tinha entrado.
-Está lá fora, esperando a Carol – Joe falou, e eu soltei fogo pelos ouvidos, foi nessa hora que ele entrou com a tal da loira, ela estava linda, ele também, vestia uma bela camisa social, com calças jeans, cinto de couro, os cachinhos á mostra, e os sapatos brilhando.O cheiro dele incendiava a mesa inteira que estava completa, não entendia como podiam não ter colocado o nome do Nick na nossa mesa.
-Guardei seu lugar, Nick – Joe falou se levantando da cadeira, que por ação do universo era a do meu lado. – Vou para a mesa de convidados com a Carol – ele falou olhando para mim.
-Ta – falei coçando atrás da orelha, um pouco desconfortável. Ele também parecia desconfortável mas com certeza sabia disfarçar mais do que eu, depois de um certo tempo ele se levantou para dançar com a Carol.
-Você ainda gosta dele – Eduardo cochichou no meu ouvido.
-Que susto, garoto ! – falei com a mão no coração.
-Posso seqüestrar sua irmã por uma música, Eduardo? – Joe falou segurando minha mão, e Eduardo balançou a cabeça positivamente com uma cara de quem comeu limão. Joe me levou até a ponta do salão das mesas era o superior, tinha uma grade, dava para ver quem estava lá embaixo, na pista de dança, e me encostou na parede começando a beijar meu pescoço.
-O que você está fazendo? – fiquei rindo porque aquilo era tipo cócegas e segurei na cabeça dele o parando.  Logo percebi que ele estava bêbado.
-Tentando te beijar – olhei para baixo e Nick nos encarava,  o Joe parecia ser uma pessoa super incrível mas ele era muito abusivo, ele fechou os olhos e segurou minha cintura contra a parede, fiquei desviando o meu rosto, então ele segurou meu rosto e forçou um beijo, me recusava a abrir a boca, foi bem na hora que eu vi o Joe caindo no chão, não, ele não desmaiou, ergui minha cabeça e Nick estava com o punho erguido, tinha acabado de socar o irmão, ele olhou para minha cara de surpresa, e saiu andando rápido, fui atrás dele ainda pensei em voltar por causa do Joe, mas tirei os sapatos e fui atrás do Nick, quando estávamos no estacionamento, o segurei no ombro.
-Porque fez aquilo ? – perguntei desentendida com os sapatos na mão.
-Por nada – ele voltou a procurar as chaves no bolso.
-Fala, Nick! – puxei o ombro dele novamente.
-Eu ainda gosto de você ta legal? – ele aumentou o tom de voz – e como se não bastasse você terminar comigo, ainda faz questão de vir toda ... – ele me olhou de cima a baixo – toda, toda, produzida – permaneci calada. Ele segurou meu rosto e olhou nos meus olhos – Se não quiser isso, diz que não para mim, e eu sumo da sua vida. – Ele fechou os olhos e me beijou, como nos velho tempos, eu estava entretida naquele momento e soltei os sapatos para mais uma vez enrolar nos meus dedos seus cachinhos, nossas línguas dançavam em uma perfeita sintonia, até que, o meu orgulho interrompeu o beijo.
-Não – falei com a cabeça baixa, Nick me olhou com desprezo e partiu, passei o resto da festa triste, como pude fazer aquilo? Porque estava agindo daquele jeito? Quando fomos para casa, apenas quis deitar na minha cama e chorar, muito mesmo.

2 meses depois.

O dia de partir tinha chegado, enquanto arrumava minhas malas, e esfaziava o quarto, encontrei a camisa que Nick tinha me emprestado no dia que o Daniel tinha derrubado suco em mim, sorri, ao relembrar, e a encostei no rosto, ainda tinha seu cheiro, depois de por a ultima mala no carro, ainda catei algumas rosas para deixar o cheiro nele, ainda reencontrei o papel que Nick tinha ganhado no biscoito da sorte no dia em que nos conhecemos, estava debaixo de uma velha mesa, presa pelo tempo, coloquei no bolso o pequeno papel envelhecido, tudo me relembrava o Nick. A galera ainda fez uma despedida, mas não foi nada demais, foi sim, chorei, muito, depois de ir ao aeroporto, esperava mais uma daquelas cenas de filmes, o Nick aparecendo para me impedir de ir embora, mas não foi o acontecido, apenas sentei na poltrona e fiquei derramando lágrimas observando deixar minha cidade, deixar meus irmãos, deixar o Nick e ir para Nova York, respirei fundo, e me escorei na cadeira, senti algo molhado me sujando, a pessoa do lado tinha derrubado suco em mim.
-HEY! – gritei, enquanto observava o estrago.
-Me desculpe – vi que aquela voz era familiar olhei debaixo para cima, e vi que era o Nick, arregalei os olhos, surpresa, e ao mesmo tempo feliz. – Posso te emprestar uma camisa - Nick disse, e eu ainda estava assustada -  Prazer, Nick Jonas, futuro graduando de Direito - Nick fez uma pausa curta - em Nova York! – ele sorriu. E eu sorri mais ainda, mostrando todos os meus dentes. Parei com todo aquele orgulho, meu coração dizia, que sim, eu ainda estava completamente apaixonada por aquele garoto, deixei o meu racional de lado, e ouvi os meus sentimentos, não disse nada, apenas segurei sua mão, que tinha algo, abri para verificar o que era, a corrente dourada com a inicial do Nick, olhei em seus olhos e sorri - Para sempre! - ele cochichou e segurou novamente minha mão com força, ainda com aquela mesma mania de acariciar meus dedos, devagar, me envolveu com seu braço e deu-me um beijo, como se fosse a primeira vez, ou melhor, meu primeiro beijo, como se finalmente tivéssemos feito algo certo, não unir nossos lábios, mas permanecer juntos, nos reatamos, fomos juntos para Nova York, em uma nova etapa de nossas vidas, um 'Nalice' renovado, fortificado, maduro, apaixonado...  Saibam que, apesar dos apesares, esse não é o fim da história, e sim o começo de outra, outra que viveremos juntos, brigando, nos amando, tanto faz, para sempre talvez, o que importa é que é uma outra temporada, eu, Nick, e Alice. Assim que chegamos ao nosso destino e pude ligar o meu celular, havia uma mensagem, do Eduardo, "Eu sabia que você estava errada" sorri, e senti a felicidade do meu irmão estar certo.  

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Foi realmente um enorme prazer escrever essa fic, principalmente com o apoio de vocês, muito obrigada por cada comentário, por cada leitora, sou muita agradecida a vocês. A partir de '2 meses depois' vocês podem ver que houveram algumas mudanças, postei a parte final provisória, essa é a atualizada, desculpem a demora (3 de fev 2012)
O que acharam do final ????
Um beijãããããooooooooooooooooooooooo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Capítulo 14

O final de semana, se aproximou, passou tão rápido que mal vi o sábado, já não passeava mais com os cachorros da vizinhança, acordei cedo para passear com a Alice, desci devagar as escadas para não acordar o Daniel que estava encantado com o novo morador da nossa casa. A campainha tocou.
-Merda – fez muito barulho, todo o meu esforço para não fazer barulho nem de respirar tinha sido perdido, mas pareceu que ninguém tinha escutado, abri a porta devagar, Nick estava lá com as mãos escoradas na parede, parecia até um homem de negócios, com aquela cara séria e sexy ao mesmo tempo franzindo as sobrancelhas pequenas e com uma dobrinha linda.
-Oi. – eu sorri, surpresa.
-Oie – ele abriu um enorme sorriso.
-Porque tão cedo? – perguntei enquanto olhava no relógio de pulso as horas.
-Vou passear com as minhas “Alices” – ele sorriu, por trás de mim Daniel apareceu coçando os olhos de pijama, e com um pano segurando perto do rosto.
-Aonde você vai, Ali? – ele perguntou.
-Vou passear com o Nick e com a Alice, Daniel, volta para a cama, é cedo demais. – Falei enquanto me abaixava para por a coleira na Alice.
-Eu quero ir! – Daniel insistiu.
-Eu vou esperar lá fora – Nick falou, percebeu o incomodo e se retirou. Olhei para ele rápido e voltei meus olhos para o Daniel.
-A gente já conversou sobre isso, Daniel. Preciso de tempo com o Nick – falei.
-Gostava mais do Nick quando você era apaixonada por ele e não admitia – essas palavras saíram da boca dele e eu perguntei, como uma criança pode ter isso no vocabulário?
-Vai dormir, Daniel – Não respondi aquilo, apenas me levantei e apontei para as escadas.
-Quero que isso acabe, RÁPIDO –ele gritou e subiu as escadas pisando forte, Daniel nunca tinha ficado tão bravo, ele e o Rodrigo estavam agindo assim, estressados com o Nick, mais uma vez não liguei, peguei as chaves e sai. Nick me esperava no banco, pôs o carro dentro da garagem e saímos caminhando juntos.
Como de costume sempre parávamos na cafeteria onde nos conhecemos, nos sentamos e amarramos a coleira da Alice na mesa ficamos conversamos, até que fomos interrompidos.
-Nick? – uma voz meiga soou em nossos ouvidos Nick de imediato se virou para averiguar quem era, era aquela loira, e estava com a Marina.
-Oi, Carol – ele logo abriu um largo e enorme sorriso, parecia radiante. Nick se levantou para cumprimentá-la com um abraço caloroso.
-Coincidência, não é? Onde nos conhecemos – ela falou, perguntei a mim mesma, coincidência? Até demais não é, permaneci calada, brincando com o porta guardanapo da mesa com cara de tédio.
-É – Nick ficou sorrindo para ela por alguns segundos – Ah Carol – ele pareceu despertar de um sonho – Essa é a Alice. – ele apontou para mim e eu dei um leve sorriso com um tom falso.
-Oi, ela é linda, sua irmã? – Ela perguntou, como assim? Irmã do Nick? Eu, queria pular no pescoço daquela loira nojenta.
-Namorada – falei num tom irônico repetindo o sorriso falso.
-Você quer sentar com a gente? – Nick não deu a mínima atenção a Marina, ele puxou a cadeira pedindo para a Carol sentar.
-Vou ali comprar um café e eu sento com vocês – ela sorriu.
-Eu vou com você – Eu arregalava os olhos a cada palavra e atitude do Nick. Os dois juntos foram para dentro do café, e me deixaram só naquela mesa sozinha, fiquei acariciando a Alice um pouco, e a Marina se sentou ao meu lado.
-É difícil não é? – Marina falou e eu não respondi a ignorei – Eu sabia que o amor de vocês ia acabar.
-Não acabou – respondi olhando para ela e soltando a Alice.
-Olha o jeito que ele olhou para a loira, Alice. Foi do mesmo jeito com ela, parecia com você e ele, se conheceram aqui, e terminaram aqui, agora que ela tem peitos  e bunda maiores que o seu...
-Do que você está falando? – perguntei confusa.
-O Nick cansa, cansa das garotas, depois de um certo tempo ele muda,  você só é mais uma.
-Você também já foi uma – tentei atacá-la com palavras.
-Não, ele já foi um, eu sai mais rápido do sofrimento, eu terminei com ele, lembra? O Nick não suporta ficar sozinho, porque acha que ele deu mole a primeira que ele viu, ou seja, você?
-Você está blefando, isso não faz sentido.
-Não faz sentido você ficar pensando que o Nick vai ficar com você para sempre. Olha para ela Alice, é temporário, mas serve como um troféu para ele – eu olhei para a Carol, estava se divertindo com o Nick.
-Eu não ... – de 100% que a Marina falou eu absorvi 75%, podia ser que ela fosse uma cobra, mas muito daquilo era verdade. Quem era a Alice perto da Carol?
-Sai desse pais das maravilhas, Alice – ela se levantou da mesa – Se liga – arrancou o porta-guardanapo de minhas mãos e o bateu forte na mesa, e se retirou, deu algumas palavras com a Carol e se foi. Logo depois os dois se sentaram a mesa e ficaram conversando sobre o café preferido e o telefone da Carol tocou, ela falou por alguns segundos e desligou.
-Desculpa, Nick, tenho que ir – ela sorriu se levantando.
-Mas já? – Nick falou. Que merda é essa Nick?
-Sim, foi um prazer encontrar vocês – ela se retirou e Nick continuava sorrindo que nem bobo.
-Ela não é incrível? – Nick me perguntou.
-Sim, sim, incrível – falei num tom sarcástico.
-Algum problema? Porque está agindo assim ? – Nick voltou a ficar sério percebendo minha mudança de humor.
-Não Nick, eu to normal, porque VOCÊ está agindo assim? – me escorei na cadeira, e fiquei olhando ele, ainda séria.
-Como assim? – ele se mostrava confuso.
-No começo, eu pensei que fosse por minha causa, mas você está mudando por si
-Do que você está falando?
-Você gritou com o diretor, bateu no seu melhor amigo, cortou seu pulso, minha culpa, mas agora, parece que você cansou, cansou de mim.
-Ta com ciúmes da Carol?
-Olha para si mesmo Nick, você ficou todo derretido por ela.
-Tudo isso é ciúmes?
-TUDO ISSO? Não é ciúmes, pode vir qualquer garota se esfregando em você que eu não ligo, mas você se esfregando nela?
-Ela é só uma amiga.
-E sua ex-namorada.
-Ta me proibindo de ver ela?
-Claro que não.
-ENTÃO O QUE É? – Nick gritou comigo e eu me assustei, mas não quis demonstrar, ele percebeu que tinha gritado.
-Você mudou, muito. – eu peguei minha bolsa e coloquei no ombro.
-Vai brigar aqui? Onde tudo começou? – Nick perguntou.
-Onde tudo começou, e onde acabou. Pega seu caderninho e anota ‘Alice’ como ‘mais uma’  – respirei fundo, e tirei o colar com a letra ‘N’ que Nick tinha me dado joguei ele em cima da mesa e desamarrei a Alice do pé da mesa, e caminhei, parecia orgulhosa do que tinha feito naquele momento, um tanto não, queria me poupar de mais sofrimento,não ia derramar uma sequer lágrima por causa do Nick. Agimos como duas pessoas divorciadas, mudas, que não queriam nem olhar para a cara uma da outra. Eu tinha agido exatamente como o Nick no dia que estávamos na casa do Alex, quando cheguei em casa pus as chaves na mesa  e me sentei no sofá, uns 15 minutos depois alguém bateu no portão, Rodrigo estava acordado então foi atender.
-Ah, oi Nick – ele viu que era Nick e eu escutei, fingi não me importar – Espera que eu vou chamar a Alice..
-Não – Nick o interrompeu – Só vim pegar meu carro.
-Não vai falar com ela? – Rodrigo falava desentendido. Nick não respondeu apenas ligou o carro e saiu. Rodrigo chegou na sala com cara de confuso e me perguntou :
-O que aconteceu?
-Terminei com ele – sorri .
-E isso é bom?
-Em termos – continuei sorrindo e acariciando a Alice que estava no meu colo, Rodrigo se retirou da sala, não quis almoçar, subi pro meu quarto, e comecei a lembrar de tudo que eu e Nick tínhamos vivido juntos, pensei no quão ele me fazia feliz, e no quão era gostoso fazê-lo sorrir, pensei no cheiro das rosas, no colar que já não encostava na minha pele, o orgulho não me deixava sofrer, ou dizer que eu estava errada em terminar com ele, no meu racional, eu estava certa, no meu coração, eu tinha acabado de fazer a maior merda do mundo.
 Adormeci, só acordei na manhã seguinte, era estranho não acordar com sms ou ligações do Nick, ‘Vou me acostumar com o tempo’ pensei. Fiz minha higiene matinal, e desci as escadas para comer algo, estava morta de fome.
-Bom dia – Rodrigo falou.
-Bom dia – sorri enquanto mordiscava a maçã.
-Parece bem – ele estranhou.
-Eu estou bem – continuei sorrindo.
-Animada? – Rodrigo pegou o notebook e colocou em cima da mesa.
-Pra o que? – perguntei, não entendendo.
-Ontem saiu o resultado do vestibular, você estava dormindo, não quis checar – Rodrigo falou enquanto digitava algumas coisas no computador.
-Meu Deus – eu comecei a ficar nervosa – tinha esquecido, abre logo, abre abre!!!! – gritei com o Rodrigo e pulei para o lado dele.  Ficamos calados, eram 3 universidades, a 1° medicina em Los Angeles que era a que eu realmente queria e estava localizada onde eu morava,  a 2° jornalismo em Los Angeles só por segurança, e a 3° medicina em Nova York, não queria me mudar mas era isso ou, adeus medicina. Rodrigo verificou a segunda, a de jornalismo.
-Vamos, ver – ele colocou o dedo na tela, e ficou procurando meu nome – eeeeeeeeeeeeeee – ele ficava fazendo suspense.
-O que, o que???? – perguntava apertando o ombro do Rodrigo o balançando rápido.
-Aprovada! – Rodrigo falou radiante. Não me animei muito, não tinha o mínimo interesse em jornalismo.
-Vai para a outra, a outra de Nova York – ficava cutucando o Rodrigo.
-Calma – ele digitou o segundo, a de Nova York, meu verdadeiro interesse era na de Los Angeles, gostava de me maltratar com esse suspense. –Aprovada – Rodrigo falou batendo palma com orgulho.
-A de Los Angeles, vai vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai Rodrigooooooooooo – eu gritava no ouvido dele. Ele ria do meu desespero... ele abriu a página e tinham umas 1,000 Alices.
-Olha recebi um novo  e-mail – ele brincou comigo e gargalhou da minha cara, empurrei Rodrigo da cadeira, e procurei meu nome, verifiquei umas 10 vezes, meus olhos não desgrudavam daquela tela, decidi procurar pelo cadastro, preenchi com senha, com usuário, ainda errei uma vez, quando abriu minha página ‘Reprovada’. Rodrigo percebeu que meu enorme sorriso tinha sido desfeito.
-Papai e mamãe já sabem que você passou! – ele ergueu outro sorriso malicioso.
-E daí? – perguntei, irritada, meus pais nem sabem se o Edu ta vivo e sabem que eu passei no vestibular.
-A cor do carro que você queria era vermelho – ele tirou do bolso uma chave com um chaveiro com a minha inicial.
-NÃO ACREDITO – corri para o quintal e o meu carro estava lá, era um novo fusca, vermelho, parecia uma cereja de tão lindo, meus olhos brilharam, abracei o carro e fiquei pulando estericamente na frente. Mas a felicidade não era tanta só em pensar que eu iria logo para Nova York.
-Não fica assim. Você passou em duas – Rodrigo falou.
-Vou para a de Nova York – falei decidida.
-Então porque está assim? – ele perguntou.
-Não quero sair de Los Angeles, deixar tudo para trás... – Rodrigo permaneceu calado, ele apenas pegou o Daniel e foi me seguindo até a escola no carro da família. sabia que era a decisão certa, mas em termos. Tecnicamente, a primeira pessoa que eu diria que passei no vestibular, seria ao Nick, estava louca para saber qual universidade ele ia, acendi o celular, e ainda havia uma foto nossa no visor quando fomos á praia na primeira vez, sorri lembrando do chute que eu tinha dado nele, passei o dedo devagar, respirei fundo e a apaguei, ainda pensei novamente em ligar  para ele, estava animada, mas só desliguei e joguei o celular dentro da bolsa e me escorei.
Quando cheguei na escola, Rodrigo foi deixar Daniel na sala, o que era raro, e eu encontrei as meninas na frente da escola.
-Seu carro? – Tyler falou surpreso.
-Ganhei agora! – falei orgulhosa- Não é lindo?
-Passou em que? – Tyler perguntou, antes de responder Jade se atreveu a me atropelar.
-DIREITO EM LOS ANGELES – Jade gritava estérica.
-A pergunta não era para você Jade – ele cruzou os braços.
-Letras em Los Angeles – Mirella falou radiante.
-Administração... – Vale fez uns segundos de suspense – EM LOS ANGELES. – Fiquei um pouco triste em falar que eu ia para Nova York, então pensei em ser a ultima a falar.
-Direito – Alex falou, e olhou para Jade – em Los Angeles – ele piscou para ela.
-Arquitetura – Tyler sorriu. Nick estava se aproximando e quando nos vimos, ele desviou o caminho. – Hey, Nick – ele gritou, Nick acenou e continuou andando.
-Algum problema? – Mirella perguntou e todos os olhares se voltaram para mim.
-Brigaram? – Jade perguntou. Cocei a cabeça e suspirei.
-Terminamos – falei, e todos arregalaram os olhos e eu sentia que ia começar o interrogatório.
-Porque? – todos juntaram as vozes.
-Se querem realmente saber – tirei a minha ficha de aprovada de Nova York – Medicina, em Nova York – entreguei o papel e sai. Engoli seco e continuei caminhando, esbarrei com o Rafael.
-Desculpe – ele falou segurando meus ombros – Ah, oi Alice – ele sorriu.
-Oi – continuei andando.
-Já foi convidada á festa de formatura? – ele me mostrou o cartaz, dizia que seria na quinta feira – Ah, você vai com o Nick. – ele logo desanimou.
-Na, verdade, vou sozinha – suspirei.
-Vocês terminaram? – Rafael perguntou surpreso.
-Sim. – abri um leve sorriso.
-Você parece bem – ele repetiu o mesmo que Rodrigo.
-Eu estou bem. – dessa vez mostrei os dentes no sorriso, o sinal tocou – Tenho que ir, a gente se fala.
-A gente se fala – ele falou com a voz fraca, fui para a minha sala e me sentei, o professor falava sobre nossas despedidas e tal,  sobre quem passou ou não no vestibular, sobre tomar difíceis decisões. Passei um tempo pensando, Jade notou que eu estava calada demais.
-Vai mesmo para Nova York? – ela perguntou apreensiva.
-É o meu curso dos sonhos, não é? – respondi com um tom de obvio.
-É – ela falou com um tom de desanimo, passamos a aula caladas, foi em um certo momento que alguém bateu na porta, claro que me chamou a atenção, todos os olhares se concentraram na porta, era uma das supervisoras.
-Bom dia – ela dirigiu a palavra ao professor.
-Bom dia – ele respondeu se aproximando da porta e segurando na borda – Posso ajudar?
-Sim, um telefonema para a Alice – ela falou , eu era a única Alice da turma, me assustei, porque ligavam para a escola,  o que será que aconteceu? Algum problema com o Rodrigo? Meus pais... pensei mais um pouco. Eduardo? Congelei, e arregalei os olhos, me levantei devagar, e a turma, que normalmente fazia aquelas palhaçadas, permaneceu calada vendo minha apreensão, fui até a saída com as mãos trêmulas, coloquei o telefone no ouvido.
-A-Alô ? – falei gaguejando nervosa.
-Alice? – era a voz do Rodrigo, estava rouca, parecia estar chorando.
-Rodrigo? Tava chorando?
-Porque não atendeu a porcaria do telefone? – ele falou irritado
-Estava desligado, o que aconteceu?
-O Eduardo – ele falou e logo meu coração acelerou, minha garganta se movimentava devagar, com aquela dor chata que nos dá quando queremos prender o choro.
-O que tem o Eduardo? – Não sei de onde eu arranjei forças para perguntar aquilo, minhas mãos suavam, troquei o telefone de mão, e continuavam tremendo, meus batimentos aceleravam a cada milésimo que o Rodrigo ficava calado, até que ele finalmente respondeu.
-Ele acordou! – Eu nunca tinha ficado tão feliz na minha vida, desliguei o telefone sem nem mesmo terminar a ligação e corri para a sala, sem mesmo pedir licença, atravessei o professor radiante, e peguei minha bolsa.
-O que aconteceu? – Jade perguntou quando viu minhas lagrimas de felicidade.
-O Eduardo, Jade! Ele acordou – Jade também ficou super feliz, coloquei a bolsa no ombro e sai da escola,  procurei a chave na bolsa, minhas mãos estavam tão tremulas que quase não conseguia encaixa-la na ignição, fui o mais rápido possível para o hospital, quando cheguei na porta da UTI vi os olhos do Eduardo abertos, ainda amarelo, com uma aparência envelhecida, e magro, mas ele estava bem, e estava sentado numa cadeira de rodas, conversando com o médico, recebendo algumas recomendações, atirei a bolsa no chão, e corri para dar-lhe um abraço.
-EDUARDO! – gritei e ele logo se assustou quando me viu. Não conseguia conter as lagrimas.
-Quem é você? – ele perguntou. Logo sai de perto dele, e arregalei os olhos, ele tinha perdido a memória? Não lembrava de mim, fiquei assustada – Brincadeira, você tinha que ver sua cara, Alice – ele gargalhava da minha cara.
-Palhaço. – dei um empurrão nele rindo junto com o Eduardo. Rodrigo apareceu e me abraçou ele começou a empurrar a cadeira – Porque ele esta usando isso? – perguntei assustada.
-É temporário, fica calma, dormi demais – Eduardo respondeu, ainda assim tirando piada da situação.
-Ganhei um carro – falei enquanto caminhávamos. – Deixa ele ir comigo, Rodrigo – Nosso maior sonho, meu e do Edu, era ter um carro, combinávamos de comprar a marca que ele quisesse, e a cor que eu desejasse, já que iríamos rachar, ele logo radiou quando viu a grande 'cereja', Rodrigo balançou a cabeça positivamente, e fomos juntos ao estacionamento, ele colocou Eduardo com cuidado no banco da frente e a cadeira de rodas desmontável na mala do carro. Liguei o carro animada e fomos conversamos.
-Parece estar radiante – Eduardo falou sorrindo.
-E estou, passei no vestibular, ganhei um carro, você saiu do coma, é o dia mais feliz da minha vida – falei abrindo um largo sorriso.
-Podia ser melhor. – Eduardo falou.
-Como assim? – perguntei não entendendo.
-Com o Nick – Eduardo falou sábio.
-O que tem o Nick? – falei.
-Você terminou com ele, e esta arrependida, não usa o colar, ele não veio com você, podia ter sido melhor – Eduardo falou.
-Escutava o que eu te falava? E não. Não estou arrependida, estou me sentindo melhor – sorri um pouco.
-Sim, escutava  muito bem, estava consciente, mas não tinha posse do meu corpo – ele falou. Por um lado o Eduardo estava certo, ficamos calados, ele sabia o que estava falando, mas novamente, o orgulho não me deixava dizer a mim mesma que eu estava errada, preferi negar todo aquele arrependimento, que apenas estava começando.
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EAAAAAAAAAI GALERA, falei que o Edu não ia morrer, olha ai, o garoto vivinho da silva, ele acordou, na hora certa, quando lerem o último capítulo vão descobrir o porque.
Olha foi bem intenso esse penúltimo capítulo, muitas emoções, mas prometo um último capítulo 'de matar'.
O que estão achando dessas últimas emoções da fic??
Mandem para @FlyWithJonasBR

BEIJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Capítulo 13

-Não senhor, é que.. – Eu tentei falar mas fui interrompida. O professor puxou a porta, e soltou nossas mãos, e ficou no meio, foi caminhando até nos deixar na porta da diretoria. O diretor abriu  a porta, dessa vez estava com um pote de biscoitos debaixo do braço com a boca cheia, enquanto enxugava a outra com um guardanapo, não falou nada, pois não seria educado, apenas abriu mais a porta por completo e nos convidou a sentar, lá dentro estava a Marina e uma senhora, fiquei mais assustada ainda, nos sentamos nas cadeiras.
-Sabem porque estão aqui ? – o diretor falou.
-Não – Nick falou.
-Não faço a mínima idéia- falei também.
-Soubemos que a Alice tem alguns “problemas” – ele gesticulou aspas para suavizar mais  - de auto-mutilação.
-Não senhor, eu tinha, não é mais um problema. – falei.
-Deixe-me terminar – o diretor disse – Eu não conheço a senhorita o bastante para saber o quão grave ou leve é isso, mas soubemos que a senhora é influente ou agressiva.
-O que você quer dizer com isso? – perguntei, Nick permanecia calado.
-Dois dos nossos alunos, como a Marina, viram marcas de auto-mutilação no pulso do seu namorado, o Nicholas – O diretor falou.
-Como assim? Vocês dizem logo que é de auto-mutilação, não podia ser um acidente qualquer? – Nick falou.
-Exatamente, se fosse um acidente, você não teria escondido, a algum motivo para esconder? – o diretor virou os olhos para mim – Alice?
-Não senhor.
-Isso é pessoal, a escola não deveria se intrometer nisso – Nick fuzilou Marina com os olhos.
-Nosso objetivo é zelar com o bem estar dos nossos alunos – o  diretor continuou.
-Mas estamos bem, foi um acidente. Acabou. Não existe mais nada de problemas – Nick falou.
-Tem certeza? – A senhora falou. – Ela parece ser agressiva.
-Eu? – perguntei
-Vai que você tenha machucado o Nick – Marina falou.
-Você... fica calada – falei com ódio correndo no meu sangue.
-Só estou falando a verdade. – Marina continuou.
-Ta insinuando o que? – continuei.
-Você tem problemas, e ta afetando todo mundo com isso, vai se tratar – Marina falou.
-Por favor fiquem quietas – o diretor interrompeu a discussão, e eu me encolhi na cadeira com cada palavra que saiu da boca da Marina.
-Agora que ela, humilhou a Alice você manda calar a boca? – Nick se irritou.
-Rapaz, controle-se. – o diretor o tom de voz.
-Só porque uma fofoqueira inventa coisas sobre nós dois, você acredita nela? – Nick continuou.
-Algo é mentira? – Marina falou.
-A Alice não se auto mutila, já fez isso, mas não faz mais, ela não me agrediu, nem me influenciou a nada, é isso. – Nick se escorou na cadeira, e respirou fundo.
-Ta me dizendo que isso daí foi você que decidiu do nada? – Marina falou apontando para o machucado do Nick.
-E daí ? É da sua conta? – Nick respondeu. – Tenho outra pergunta, pedi para você se intrometer na nossa vida? Então vá cuidar da sua.
-Só quero te ver bem – Marina falou.
-Com você por perto, eu nunca fico bem, quer me ver feliz Marina? Some, some da minha vida, some da vida da Alice, a pele é MINHA, a dor é MINHA, a namorada é MINHA, a vida é MINHA, se eu quisesse ver gente falando disso publicaria no jornal, e nunca mais se atreva a falar de um fio de cabelo nosso. – Eu permanecia em silencio, Nick ofegava de raiva, o diretor só observava – Já terminamos?
-Eu vou deixar vocês passarem, acalmem os nervos. – o diretor respirou fundo, comeu mais um biscoito, Nick segurou em minha mão e saímos juntos, Marina veio logo atrás.
-Você está bem? – Nick perguntou.
-Estou – fiquei meio angustiada em fazer o Nick sofrer aquilo tudo por minha causa, ele sempre foi uma pessoa educada, e estava mudando, se transformando em uma pessoa ruim, e eu estava percebendo isso. Não fomos para a sala, ficamos no refeitório até tocar, conversamos sobre a moto dele.
-Você não ta triste por causa da moto não está, Nick? – perguntei.
-Não
-Me desculpa mesmo.
-Ta tudo bem.
-Afinal, era só uma moto.
-Ela tinha nome tá? – Nick falou sério e eu não agüentei e comecei a rir.
-Sério ?  Qual era o nome dela?.
-O nome dela É Michelle – Nick fez bico e eu continuava a gargalhar, o sinal tocou.
-Eai, o que contam de novo – Tyler perguntou enquanto se sentava perto da gente.
-Fui expulsa de sala. – eu ri como se fosse normal aquilo.
-Porque? – Mirella perguntou.
-Pergunta a Jade – revirei meus olhos para a Jade com uma cara de malicia.
-Não foi nada – Jade tentou mudar de assunto.
-E você, Nick, porque saiu ? – Tyler perguntou.
-Não foi nada, só o diretor querendo conversar conosco – Nick respondeu.
-Sobre... – Mirella perguntou.
-Besteira – Nick respondeu.
-Tava chorando Nick? – Alex tinha chegado e se aproximando da mesa – Oi Jade – ele sorriu de leve para ela.
-Oi – ela retribuiu o sorriso.
-Não, não estava, quero dizer, foi a Michelle... – Nick falou como se a Michelle fosse humana.
-O QUE ACONTECEU COM A MICHELLE? – Tyler se alterou e pôs as mãos na mesa.
-Se machucou um pouco. – Nick falou e eu ria daquela situação sem sentido.
-QUEM FEZ ISSO COM A MICHELLE? – Alex se preocupou.
-Quem é essa tal de Michelle? – Mirella perguntou.
-Opa, opa, você disse essa “tal”, respeite a Michelle  - Nick falou .
-É a moto do Nick. – Falei.
-FOI VOCÊ NÃO FOI ? – Tyler apontou para o meu rosto com os olhos arregalados.
-Foi um acidente – respondi .
-Tanto cachorro pra chutar, gato para estapear, gente para para você machucar por ‘acidente’ – ele gesticulou as aspas com um tom irônico – E VOCÊ MACHUCA LOGO A MICHELLE? – Não respondi quando o sinal tocou fomos para as nossas devidas salas. O professor tinha ido resolver algumas coisas na escola e nos deixou fazendo um exercício, durante esse período,no meio da aula uma garota loira, bem vestida, mas com pouco pano no corpo, linda de morrer, bateu na porta, os garotos da minha turma imediatamente fixaram os olhos naquelas curvas.
-Com licença – ela falou com a voz delicada, pondo só a cabeça para dentro da sala, vasculhando com os olhos cada aluno.
-Deseja algo, querida? – Jade, falou com um ar de ignorância.
-Na verdade estou procurando um aluno – ela continuava observando a turma – Nicholas, Nicholas Jonas.
-Espera ai, você é a Carol não é? – Lucas, um rapaz que sentava logo na frente perguntou.
-Sou sim. – ela sorriu, parecia feliz em estar sendo reconhecida.
-É na outra turma. – Jade respondeu, Carol agradeceu e se retirou.
-Cara, esse Nick... – Lucas falou num tom de inveja rindo um pouco.
-O que é que tem ? – perguntei, e logo ele notou minha presença e tentou mudar de assunto.
-Só pega menina – ele  gesticulou com  as mãos uma forma de violão – 10.
-Ela já namorou o Nick? – perguntei a Jade.
-Sim, ela era da turma de concluintes do ano passado, deve estar na universidade agora – permaneci em silêncio, quero dizer, o que ela queria com o Nick? Não parava de pensar naquelas curvas, naqueles olhos, naqueles cabelos, dei uma checada em mim mesma, como competir com ela? Já era a  terceira garota que o Nick namorava naquela escola, eu seria mais uma? Não consegui me concentrar no exercício, quando finalmente deu o sinal da saída, fui atrás do Nick desci as escadas devagar, e quando cheguei na calçada o meu irmão já estava lá, Nick me segurou pelo braço antes que eu fosse para o carro do Rodrigo.
-Almoço lá em casa? – ele perguntou.
-Sim, claro, deixa só eu avisar ao meu irmão – sorri e fui até o carro do Rodrigo, ele abriu o vidro do passageiro e eu me abaixei para falar com ele.
-Vou almoçar lá na casa do Nick – avisei e ameacei me retirar, pensei que fosse o bastante.
-Não acha que está passando tempo demais com esse garoto? – Rodrigo perguntou sério.
-Porque se importa tanto ? – notei a mudança de humor do Rodrigo – Um dia com sua comida não vai dar para matar o Daniel – brinquei e Daniel deu uma risada, sorri para ele.
-Eu só acho que você deveria tomar cuidado, não quero que você decepcione como aconteceu com o Rafael.
-Mas você gosta do Nick – franzi as sobrancelhas, já seria um ponto a favor do Nick.
-Também gostava do Rafael – Ta legal, ele gostava do Rafael também.
-Mas  o Nick é diferente. – tentei novamente favorecer o Nick, e realmente ele era diferente de todos os garotos que eu conhecia e que desconhecia.
-Opa, olha tive um flashback, saíram da sua boca as mesmas palavras que você falou quando começou a namorar o Rafael.
-Porque você está agindo assim? – sai de perto do carro.
-Te cuida – ele arrancou com o carro e eu cruzei os braços ficando parada lá por um tempo, quando virei o rosto em direção ao Nick, avistei aquela loira de novo, ela estava conversando com ele, pareciam se divertir, riam, decidi ficar observando de longe, depois de um tempo , eles se abraçaram e ela se foi, não quis comentar nada com o Nick sobre o que tinha visto, tentei manter o controle, fingi não ter visto, ele fez o mesmo, ficamos calados, e fomos de moto, mas no meio do caminho a moto parou.
-O que aconteceu? – perguntei enquanto Nick descia e se agachava para verificar o que estava errado.
-Temos que ir a uma oficina – coloquei a mão na testa bloqueando o sol que estava nos meus olhos, e avistei uma placa de oficina, era um pouco longe, coloquei as mochilas nas costas e Nick empurrava a moto, o calor estava de matar, Nick parou um pouco e tirou a camisa, ah com certeza o Nick sem camisa era de matar, coitado, vestia duas camisas. Quando finalmente chegamos a oficina, me sentei num banco e Nick se sentou ao meu lado, estávamos ofegantes, Nick pediu a camisa que ele usava por baixo do fardamento, era sempre uma branca com mangas de cola V, ele a pendurou nos ombros, e deixava ele mais sexy ainda, lembrei que eu sempre usava um short pequeno por baixo da sair, e uma regata, já que talvez tivesse aula de educação física naquele dia,  o que não aconteceu.
-Você não é o único prevenido daqui – falei enquanto tirava o fardamento. Ficamos duas horas esperando, e eu já estava com uma fome de matar, mas não queria encher  o Nick, depois de um certo tempo, ele chegou com dois cachorros quentes de uma barraca qualquer, com certeza não eram nem um pouco higiênico o ambiente, mas fazer o que, comi que nem bicho, estava morta de  fome.
-Sinto muito – Nick falou se entupindo de comida, desculpava pela demora. Ainda esperamos mais duas horas, eu estava morrendo de tédio, vendo aqueles mecânicos gordos suados sujos de graxa.
-Quanto foi ? – perguntei enquanto remexia a bolsa procurando  a minha carteira.
-Não precisa disso. – Nick insistiu.
-Eu pago – mostrei o cartão de crédito, e fui até o caixa, o total foi 230,00 parcelado em 10 vezes, quase cai com aquele valor, mas não quis preocupar o Nick.
-Me desculpe – Nick se envergonhou – Não planejava isso.
-Não, está tudo bem, foi culpa minha, eu machuquei a pobre da Michelle – ele riu.
-Ela está bem agora – Ele deu umas tapinhas no banco da moto, e como planejado fomos até a praia, era um pouco tarde,  mas quem se importava, tiramos os tênis da escola e demos uma caminhada juntos perto do mar, dava para sentir as pequenas ondas tocando nossos pés, parecia a cena de um filme, mas um pouco desastrada, Nick sempre colocava o pé na frente, para eu meter a cara no chão.
-As vezes eu fico meio sem graça – falei envergonhada.
-Porque? De meter a cara no chão três vezes? – Nick falou rindo.
-Não Nick – eu ri um pouco -  você é tão fofo comigo, e eu nem te elogio tanto.
-Eu sei que você me acha lindo, maravilhoso, fofo, perfeito, nem precisa sair de sua boca – Nick deu uma gargalhada.
-Deixa de ser convencido – Dei um soco de leve no ombro dele rindo – A questão é que...
-Vai se declarar para mim agora? – Nick falou rindo.
-Para de fazer graça – eu não parava de rir.
-To com cara de palhaço? – Nick fez bico.
-MEU palhaço, seu sem graça.
-Se eu sou sem graça, porque você continua rindo ? – Nick cruzou os braços e eu ria feito louca.
-Não to rindo – fiz força para prender  o riso fazendo bico.
-Você quer rir, não é?
-Não quero não.
-Ah quer sim.
-Não.
-E se eu fizer isso – Nick movimentava os dedos rapidamente ameaçando fazer cócegas.
-Assim não vale. A questão é que você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida e... – Perto da praia haviam algumas barracas de água de coco, essas coisas, dentro de uma delas estava havendo uma gritaria, que nos chamou a atenção. – O que é isso? – perguntei.
-Não sei, fica perto de mim – Nick tomou a frente, e eu me senti incrível, mal sabia o que estava acontecendo, mas sabia que estava protegida, alguns minutos depois um homem resmungando saiu de dentro da lanchonete, e uma espécie de bichinho saiu correndo, parecia assustado, parecia um rato, mas era grande demais, ele se escondeu debaixo do banco, Nick ficou tão curioso quanto eu, e se aproximou do banco.
-Olha só. – era um cachorrinho, parecia assustado, pequeno. – Vamos ficar com ele! – gritei pro Nick como se fosse uma criança pedindo um brinquedo novo. – Por favor!!!! – Nick se abaixou para pegá-lo com cuidado.
-O certo é “ela” – ele sorriu.
-Olha só que lindinha, temos que dar um nome.
-Alice, linda como a dona – ele sorriu.
-Ta me chamando de cachorra Nicholas? – bufei de brincadeira.
-Uma cachorrinha linda – ele apertou minha bochecha e me fez rir.
-Nalice – sugeri.
-Ai, meu “N” estragou teu nome – Nick fez o bico mais fofo do mundo.
-Então pensa em outro nome, complicado – Reclamei com ele.
-Vai ficar Alice. – Nick apontou para a cachorra – olha, ela gostou! – Nick sorriu.
-Não, Nick – cruzei os braços.
-Tudo bem, quando tivermos nosso primeiro filho ele se chamará Nicholas, e a cachorra Alice – Nick falou e eu arregalei os olhos.
-Já pensou em filhos?
-Sim, vamos ter 13 – Nick falou.
-13? – Fiquei mais surpresa ainda.
-Brincadeira. – Nick gargalhou. Me sentei na areia e Nick pôs a cabeça no meu colo e a Alice estava na barriga dele recebendo carinho, o Sol já estava quase se pondo, selava os lábios do Nick com vários beijos. Comecei a fungar um cheiro estranho.
-Você está com um cheiro estranho – Nick cheirou ele mesmo e ergueu a Alice.
-Alice você mijou em mim! – Nick gritou e soou de uma forma estranha.
-Olha, isso pegou mal para mim. – eu comecei a rir, Nick colocou a Alice no chão, e tirou a camisa e calça, mas ele usava uma daquelas cuecas samba canção azul eu quis rir, mas achei melhor que não.
-Vai tomar banho também – Nick saiu me arrastando até a beira da praia enquanto eu me debatia, ele me colocou nas costas, parecia que estava carregando uma cabra, para facilitar, ele me levou ate a beira da água e me segurou pela cintura, fazendo com que eu molhasse só as pontas do cabelo, eu ria daquilo, e Nick dava a risada mais gostosa e fofa do mundo, nossos olhos ainda brilhavam por conta da pouca luz que ainda restava do sol.
Nick ameaçou um beijo, fechou os olhos e colou nossos corpos, minhas mãos que estavam na água, levantaram forte dando um banho nele, gargalhei, ele ficou com cara de bobo.
-Ah agora você mexeu com o cara errado – Nick falou furioso e saiu correndo atrás de mim, estávamos com a água acima da canela era difícil correr, depois de estarmos completamente molhados,  ele me pegou pela cintura e uniu nossos corpos, novamente, meus braços foram para os seu pescoço, nos olhamos nos olhos, a essa altura não tinha mais luz do sol, apenas o brilho natural daqueles olhos hipnotizantes do Nick, ele desceu o olhar para os meus lábios, e selou com um beijo, foi mais incrível por que estávamos no mar, com as ondas com água gelada tocando nossos tornozelos, provocando arrepios, enquanto nos aquecíamos a si mesmos com o calor dos nossos corpos, quando nos afastamos não sabíamos quem tinha o sorriso maior, eu ou ele, seguramos as mãos e caminhamos de volta á praia, Nick pôs a calça e a camisa e me cobriu com o casaco enorme dele, a Alice foi dentro da mochila que eu coloquei na frente, parecia estar gostando da viagem, apenas com a cabecinha para fora. Foi um dia incrível. Nick tinha tirado aquele dia para relaxarmos, em breve sairia o resultado do vestibular, tinha me inscrito em todas as universidades possíveis, inclusive na de Nova York, só por segurança, não pretendia me mudar para lá.

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EAI gente... Acham que a Carol vai mudar algo nesse romance? E a Marina? hmmmmmm Descobri que vão ter mais ou menos dois ou três capítulos até o fim da fic, eu realmente tinha muitas ideias para continuar, mas minhas aulas vão começar e vai ficar dificil postar, mas enfim, daqui para o final de semana, vocês vão poder ler o fim dessa história :)
Peço para que vocês por favor comentem o que estão achando da fic.... POR FAVOR assim posso ter o controle de quantas pessoas estão acompanhando..
beijooooooooooooooooooooooooooooo

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Capítulo 12

Nick então tentou fazer respiração boca a boca, não funcionava, ele também tentou fazer uma daquelas massagens no peitoral, para fazer desengasgar, Nick tentou, uma, duas, três... até que na sétima vez, comecei a tossir. Já era um começo, ele parou, viu que parecia que eu estava sendo enforcada, fiquei toda vermelha, abri os olhos e vi o Nick super nervoso, não tinha forças para falar nada, eu não conseguia respirar, arregalava os olhos, não estava mais agüentando ficar sem oxigênio, segurei na gola do Nick.
-Me ajuda – falei com a voz fraca, Nick não sabia mais o que fazer, ele já tinha feito tudo que podia me ajudar, ele ficou mais nervoso do que estava, foi quando uma lágrima desceu do meu olho, e eu tentei tossir mais forte, toda a água que eu tinha ingerido, tinha saído pela minha boca, era nojento, mas aliviou, Nick chorava, nunca o vi chorar daquele jeito, ele me cobriu com o casaco e eu o abracei, ficamos lá, chorando, nos braços um do outro, sujos, mas o que importava é que estávamos vivos, juntos, nos amando.
-Eu não quero te perder, não quero ver você daquele jeito nunca mais, me promete que vai parar, por favor – Nick falava com a voz chorona.
-É o que eu mais quero Nick, deixar disso, é horrível, mas parece impossível. – Nick me esticou  o braço e puxou a navalha e encostou no pulso – Não faz isso.
-Você precisa aprender a sentir o que eu sinto todos os dias vendo você sofrer, você não é a única que tem problemas, além de que, se você está nessa, eu também estou – Nick arrastou a ponta da navalha o cortando, ele sentiu muita dor, mas não quis demonstrar. – Promete que vai parar? – eu fiquei calada – promete?
-Prometo. – Nick me deu um beijo, e amarrou um pano na minha coxa, que estava sangrando muito, era meio desconfortável ter que deixar o Nick ver meus cortes, se machucar por minha causa, e em especial, me ver de roupas intimas, mas ele era adorável, com certeza o melhor namorado do mundo, era incrível tê-lo sempre por perto, sempre fui muito grata por ter ele ao meu lado, me apoiando.
 A única coisa que Nick fez foi limpar o excesso de sangue que saia do ferimento dele.
-Não vai por um curativo ? – perguntei.
-Não, amanhã na escola vou fazer questão de mostrar, e ai de quem falar de mim ou de você. – Achei um pouco imatura atitude do Nick, aquilo deveria ficar entre nós, mas eu não iria contrariar, Nick era do tipo de pessoa determinada, se ele quer, ele faz. Na manhã seguinte, antes mesmo do despertador tocar, recebi uma mensagem. Era o Nick, claro né, me avisando que iria me deixar na escola hoje, e chegaria um pouco mais cedo, pedindo para eu me arrumar naquela hora, foi o que eu fiz, assim que fiquei pronta, olhei pela janela e ele escorado na parede de casa catando algumas rosas, escrevi um bilhete para o Rodrigo avisando que sairia mais cedo.
-Oi – sorri para Nick enquanto entrava no carro.
-Bom dia! – Nick parecia radiante.  Ele se levantou do chão, e abriu um enorme sorriso.
-Pensei que tinha perdido o meu ladrão de rosas.
-Gostei desse ‘meu’ – ele sorriu e selou o momento com um beijo, e me abraçou, estiquei a cabeça para procurar o carro dele.
-Onde está o seu carro? – perguntei enquanto nos afastávamos.
-Ta na oficina – Nick falou coçando a cabeça meio sem graça.
-Como você chegou até aqui? Sua casa é um pouco longe. – perguntei.
-Vim de moto.
-Então vamos esperar o Rodrigo levar o Daniel ai você pega carona e deixa a moto aqui – sugeri.
-Não, vamos de moto.
-De moto? – perguntei surpresa- mas ta frio.
-Qual o problema? Eu te aqueço com o meu abraço. – Nick podia falar qualquer coisa que eu me derretia totalmente, ele realmente era muito fofo.
-Me ensina? – falei meio sem graça.
-O que? – Nick tentou adivinhar – A dirigir moto.
-É – eu ri de leve.
-Tudo bem – ele falou meio inseguro – Ainda temos um tempo – ele me pôs em cima da moto e colocou o capacete – Tudo bem, primeiro liga a moto. – eu girei a chave e fez aquele barulho do motor.
-AI QUE INCRIVEL, EU TO NUMA MOTO – eu gritava animada.
-Ta bom, chega disso, não me faz passar vergonha – Nick tirou piada.
-Pra que serve isso? – Eu vi uma pequena alavanca no guidom da moto e antes mesmo que o Nick respondesse eu a pressionei, resultado ? A moto saiu disparada só deu tempo eu cair para trás nos braços do Nick, a moto caiu quando chegou a calçada e ficava girando rapidamente, Nick correu e tentou desligar, mas ele podia se machucar, ele esperou um bom tempo ela parar e eu estava sentada na calçada observando, quando parou Nick levantou a moto e pôs o macaco, colocou as mãos na cabeça e ficou muito nervoso com os arranhões e uma parte tinha saído do lugar.
-Ai meu Deus! – eu falei com as mãos na boca – me desculpa Nick, me desculpa mesmo, eu juro que vou pagar, eu prometo. – Nick não respondia – Nick? Nick? Ta tudo bem?
-Ta – Nick falou angustiado mordendo o punho.
-Não chora! – Eu falei em um tom cômico, Nick subiu na moto e viu que ela ainda funcionava.
-Sobe – Nick falou – Ca-la-da – ele soletrou pondo o dedo no lábio em tom de brincadeira, fiquei calada por um bom tempo, ele começou a dirigir a moto. -Então ... –Nick tentava puxar assunto.
-Então? – eu ri um pouco.
-E o seu irmão, está bem ? – Nick perguntou.
-Daquele jeito – fiquei um pouco angustiada em falar naquele assunto, a tendência do meu irmão só foi piorar desde os últimos meses, e eu me preocupava.
-Ei... ainda é muito cedo para ficar triste, deixa para mais tarde – Nick observou pelo retrovisor e sorriu.
-Eu sei que você vai ficar adiando – eu retribui com um sorriso.
-Tudo para não perder esse sorriso no seu rosto –  A viagem não foi tão ruim passamos a maior parte do tempo conversando sobre coisas bobas, Nick ainda parecia um pouco angustiado por causa da moto, mas não comentou sobre aquilo mais, e até que chegamos rápido na escola, Nick fez questão de levantar um pouco a manga do casaco para exibir o machucado.
-Não precisa fazer isso, Nick – eu segurei  a manga dele.
-Mas eu quero. – Nick insistiu.
-Mas isso não é necessário Nick, para de se importar com o que os outros disse, abaixa essa manga, por favor, só vai chamar atenção.
-Eu quero mostrar que eu estou ao seu lado.
-Você sempre mostra que está ao meu lado, sempre grudado em mim, me abraçando, me beijando, e isso é maravilhoso, eu sei quando você está ao meu lado quando você faz questão de me fazer sorrir, quando você segura a minha mão e fica acariciando, quando você me escolheu para ser sua namorada, e apesar dos apesares, ainda cuida de mim. E eu também sei quando você está ao meu lado quando sinto o cheiro de rosas roubadas da minha casa – abri um leve sorriso. – Eu te amo. Não precisa disso. – segurei a manga do casaco e a abaixei. Nick me abraçou forte, um abraço quente, e gostoso, não me disse uma sequer palavra, apenas sorriu. Seguramos as mãos e entramos na escola juntos, o que não sabíamos é que tinha alguém atrás de nós observando de longe a cena.
-Bom dia! – cumprimentamos o pessoal.
-Oi “Nalice” – Jade ria. Alex se aproximava, tinha acabado de chegar.
-Vi o Rafael e a Marina chegando juntos na escola, será que eles estão juntos? – ele perguntou. Nick olhou para mim.
-Bem capaz – Mariana respondeu. O sinal tocou, a turma toda se dividiu e fomos para as nossas devidas turmas, na hora da aula, como de costuma, Jade nunca tinha vontade de se concentrar, ficava fazendo coisas bobas, tipo rabiscar. Inclinei a cabeça para ver o que ela fazia, era um desenho, ela estava concentrada desenhando, me estiquei mais um pouco, mas não dava para ver, a minha cadeira saiu um pouco do chão, me assustei um pouco, e me sentei, mas continuava curiosa para saber o que ela estava fazendo, olhei para o professor que estava escrevendo na lousa, para averiguar se era seguro eu me esticar mais, coloquei os joelhos na cadeira devagar, e ergui minha cabeça para perto dela.
-O que é ISS... – antes mesmo de terminar a frase meti a cara no chão, fez o maior barulho, todo mundo da sala, olhou para mim, inclusive o professor, que só fez me fuzilar com os olhos, fiquei toda vermelha – Desculpa, professor – dei um sorriso leve e envergonhado e levantei  a minha cadeira para sentar, Jade só deu uma risadinha da minha situação, mas ainda não tinha desistindo, queria saber o que ela desenhava. – Psiu – ela não me escutou – Psiu!!!! – Jade virou a cabeça, fiquei gesticulando e apontando pra o caderno ela me olhava com cara de interrogação , quando entendeu, pôs as mãos no caderno para eu não ver.
-Não é nada – ela falou, eu não iria sossegar até por as mãos naquele desenho, puxei rápido o caderno e abri numa velocidade impressionante, nem deu tempo da Jade reagir. Era um desenho mesmo, tinham dois bonecos, um garoto e uma garota, de mãos dadas, com um coração enorme em cima com as iniciais ‘J & A’.
-Quem é J & A ? – perguntei.
-Ninguem, ér, quero dizer, é você e o Nick. – ela parecia nervosa.
-A de Alice, J de Nick ?
-De Jonas, não é? – Ela falou como se fosse obvio.
-Isso não faz sentido – eu repeti a cara de interrogação da Jade, e ela arrancou de volta o caderno, comecei a colocar minha cabeça para maquinar, pensei, pensei ... ‘Hm, J de Jade... A de... A de... A... de’ – ALEX!!!! – Falei alto, Jade arregalou os olhos.
-Hã? O que? Não, não, não, você está muito enganada dona Alice.
-Não to não, VOCÊ GOSTA DELE! – eu esfreguei aquilo na cara dele como se fosse um premio, gostava de estar certa.
-Sai dessa, Alice! – ela revirou os olhos e não admitia.
-Não mente, Jade, olha nos meus olhos e diz... – passei meus olhos no fardamento dela, estava usando um casaco, de marca, e masculino – O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM UM CASACO DE MARCA?
-É meu! – ela agarrou o casaco.
-Não, isso custa mais do que os seus próprios olhos,  é do Alex não é?
-Qual o problema? – raciocinei um pouco.
-VOCÊS FICARAM! – não falei em tom alto, eu gritei, o professor me fuzilou novamente com os olhos, pus as mãos na boca, ele só fez virar os olhos em direção a porta, e fiquei totalmente envergonhada,  mas não podia sair daquela sala sem aquilo saindo da boca da Jade – Só um minuto, professor – admito que foi atrevimento, mandar o professor esperar, por causa daquilo, mas eu queria sentir o gosto da Jade admitindo que eu estava certa. – Vocês ficaram não foi? – Ela ficou em silêncio. – Responde, Jade!
-Alice! – o professor me alertou, me arrisquei novamente em esticar a mão para  o professor, me levantei e apoiei a outra mão na banca da Jade, não tirava os olhos dela.
-O que você quer que eu diga ? – Jade ficava enrolando.
-‘Tudo bem Alice, você estava certa, eu sou louca apaixonada pelo Alex, agora vou me ajoelhar a você e te idolatrar minha rainha’ – Eu brinquei, ela me olhou sarcástica, o professor já estava atrás de mim segurando minha mão e me puxando.
-Perai um pouquinho! – Ainda me atrevia a dizer aquilo ao professor.
-Eu fiquei com ele, pronto – Jade falou. O professor me arrastava até a porta e eu saltitava e ria que nem louca gritando ‘EU SABIA’ ‘EU SABIA’.
-Perdeu o juizo, Alice? – o professor perguntou.
-Desculpe professor. – eu tentava ficar seria mas não conseguia.
-Não é perdoável, vá para a diretoria – dei alguns passos e voltei a saltitar – SEM PULOS! – ele gritou. Sai rindo da minha situação, mas tudo valeu a pena. Caminhei até a diretoria, e me sentei nos bancos que ficavam em frente a porta marrom do diretor, tinha uma plaquinha dizendo ‘volto já’ respirei fundo, pois sabia que ia demorar, depois de uns 15  minutos o diretor reapareceu, velho gordo, fedido a suor, ele tinha uma xícara de café nas mãos, e quando chegou no corredor e me viu sentada, pôs os seus óculos fundo de garrafa para ver se conseguia enxergar direito.
-Ah, Alice, queria falar com você. – ele falou encostando a mão na parede e tomando café sugando-o fazendo aquele barulho irritante.
-Comigo? Sei que  fui expulsa de sala, esse é o motivo de eu estar aqui. – respondi confusa.
-Sim, sim, temos outro assunto a tratar, chame o Nicholas da outra turma até aqui. – ele respondeu, congelei , o que o diretor queria conosco?
-Ah, senhor, se isso é por conta de estarmos namorando na escola, eu e ele tomaremos mais cuidado nos beijos aqui e... – ele me interrompeu.
-Não, não é isso, chame o Nicholas e eu explicarei aos dois o que eu quero, e vocês me explicarão o que esta acontecendo – Antes que eu dissesse qualquer outra palavra ele apenas pôs o bigode na xícara de café e esticou a mão em direção a sala do Nick, mesmo não entendendo fui chamá-lo, bati na porta e o professor abriu um pouco pondo a cabeça para fora.
-Ér... com licença, o diretor me pediu para chamar um aluno. – falei.
-Tudo bem, Alice não é? – ele falou.
-Sim, sim.
-Quem é o aluno?
-Nicholas Jerry – falei pondo as mãos atrás das costas e mexendo os pés, o professor de imediato abriu a porta por completo, fazendo com que toda a turma dirigisse os olhares para mim, inclusive Nick que olhava mais atento ainda.
-Nicholas Jerry, o diretor quer falar com você – Como de costume a turma sempre fazia aquelas palhaçadas quando perceberam que era a namorada do Nick que estava na porta, começara juntos:
-HMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM – eu ri um pouco.
-Porque isso? Vocês são namorados? – o professor perguntou desentendido, segurei na mão do Nick, e balancei a cabeça positivamente. – Bem, então terei que acompanhá-los.
-Porque? – Nick perguntou.
-Vocês não imaginam como é essa nova geração, e porque perguntas o porque? São todos safados sem juízo, mentem que vão para a direção e... puf, daqui a 9 meses uma surpresinha não é, Senhor Nicholas Hormônio Jonas? – Nick arregalou os olhos e eu franzi as sobrancelhas.
-Não senhor, é que.. – Eu tentei falar mas fui interrompida. O professor puxou a porta, e soltou nossas mãos, e ficou no meio, foi caminhando até nos deixar na porta da diretoria. O diretor abriu  a porta, dessa vez estava com um pote de biscoitos debaixo do braço com a boca cheia, enquanto enxugava a outra com um guardanapo, não falou nada, pois não seria educado, apenas abriu mais a porta por completo e nos convidou a sentar, lá dentro estava a Marina e uma senhora, fiquei mais assustada ainda, nos sentamos nas cadeiras.

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EAI GALERA!!! O que acharam do 12 ? Me desculpem por ter demorado tanto para postar, sempre acontecia um imprevisto, mas enfim, minhas aulas começam semana que vem e está bem pertinho da fic acabar... D:
Mandem suas opiniões para @FlywithJonasBR ou aqui mesmo.
Por favor comentem, eu preciso saber o que vocês estão achando da fic

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Capítulo 11

Essa é uma parte do capítulo 10 que eu esqueci de postar kkk

Oi Edu, bem, hoje eu fui no cinema com o Nick, Joe, Marina e Rafael, é, o meu ex-namorado, bom houve um contra-tempo r o Nick descobriu, sei que ficaria decepcionado, se soubesse que – respeirei fundo – eu voltei a me auto-mutilar, eu sinto vergonha de mim mesma por causa dessa hábito ridículo. Pensei que Nick ia ficar decepcionado, mas não, ele é um namorado maravilhoso, não sei o que eu fiz para merecê-lo, ele está me dando apoio, queria que estivesse viv... – parei de falar e pensei no que ia sair da minha boca – quero dizer, acordado – calei minha boca por um tempo – Eu sinto tanto sua falta Edu, eu te digo isso todos os dias, mas dói muito não ter você lá em casa – escorreu uma lágrima sob meu rosto. Eduardo podia ser o irmão mais detestável do mundo, mas ele sabia ser o melhor amigo do mundo, como vivíamos grudados um no outro, não era difícil perceber que eu demorava demais no banheiro, ou ficava mudando de humor, Eduardo descobriu que eu me auto-mutilava e ele agiu como o Nick, me ajudou a parar, depois que ele tinha se internado, me senti sozinha no mundo, daí apareceu um anjo chamado Nicholas, mas mesmo assim, nada se comparava ao apoio que o meu irmão caçula me dava.

Capítulo 11





Deixe a música carregar um pouco , eu aviso quando for para apertar play

Durante esse tempo, e depois que o Nick tinha descoberto a freqüência que eu furava minha pele, diminuiu, alias, sumiu, estávamos mais próximos, Nick conseguia perceber quando eu tinha um aperto no coração, desanimava, e tentava esconder, mas ele me impedia, era incrível o que ele estava fazendo por mim. Numa manhã de aula, acho que três dias depois daquela tarde com a Marina, Tyler e Nick conversavam durante a aula.
-Hey, Nick! – Tyler o chamava, mas Nick o ignorou, então ele atirou uma régua no rosto dele.
-O que é? – Nick se irritou.
-Quero falar com você – Tyler disse
-Já ta falando né? – Nick disse esfregando o olho atingido pela régua.
-Rolou ... – ele não disse a palavra mas gesticulou de um jeito engraçado – entre eu e a Mirella – ele estava radiante.
-Que bom cara – Nick sorriu, se mostrou apreensivo, mas tentou disfarçar.
-Algum problema? – Tyler percebeu.
-Não.
-Você e a Alice... ainda não?
-Não, eu bem que tentei, mas...
-Mas?
-Mas ela não quis!
-Você tinha tomado banho?
-Claro né, Tyler? – Nick falou com cara de óbvio.
-Será que é porque... – Tyler decidiu pensar bem no jogo de palavras, então completou a frase.
-Porque o que? – Nick percebeu aquilo.
-Os problemas dela.
-Que problemas? – Nick pensou que havia mais algo que eu escondia.
-Cara, você namora ela, e não sabe que a Alice é meio... psicótica, sei lá... Isso afeta a vida sexual – Tyler disse como se fosse um expert no que falava. Nick começou a ferver de raiva, mas decidiu  se controlar.
-Porque diz isso?
-Quero dizer, que tipo de louco fura a própria pele? Ela é maluca, sei que fui que te recomendei ela,mas a escola toda está comentando, inclusive eu não sabia.
Na cabeça de Nick veio a Marina ou  o Rafael, provavelmente espalharam a historia para a escola toda, colocando algo a mais, para sujar a minha imagem,  Nick se desligou um pouco do mundo, e Tyler continuava falando, falando, e falando mais, até que algo saiu da boca de Tyler.
-Ela é doente. – O sangue de Nick começou a esquentar, se levantou  e segurou Tyler pela gola da camisa, a raiva dele fez com que toda a força possível fosse para o pulso, que foi erguido e socou o olho do Tyler que revidou o empurrando contra a parede, fazendo Nick cair sobre o próprio braço.
-O que é isso cara? – Tyle arregalou os olhos enquanto averiguava se estava sangrando. O professor percebeu a movimentação.
-Nicholas Jerry Jonas – Nick já tinha se levantado da cadeira e já estava no corredor, já sabia para onde deveria ir.
-Eu sei o caminho da diretoria – ele falou irritado.
-Tyler você também – Tyler saiu da sala e tentou alcançar Nick.
-Porque você fez isso? – perguntou.
-Ela não é doente – Nick aumentou o tom de voz.
-Só porque eu chamei a Alice de doente? – Tyler falava desentendido, Nick parou de caminhar e apontou o dedo para o rosto de Tyler.
-Você não sabe um terço do que ela está passando, então não coloque ‘Alice’ e ‘doente’ na mesma frase, ou eu te quebro todo. – Nick ofegava e estava todo vermelho de estravasar a raiva daquele jeito, ficaram em silencio, e continuaram a caminhar.
-Você realmente gosta dela não é? – Tyler quebrou o silencio.
-Amo. – Se desculparam um com o outro, e ficaram sentados nas cadeiras a frente da diretoria, esperaram alguns minutos, quando o diretor o chamou para conversar.
-Vamos lá, me contem o que aconteceu – os dois se sentaram na cadeira, e explicaram.
-Eu ando um pouco estressado, e mesmo  o Tyler não merecendo, descontei meu stress nele.
- E eu revidei – os dois sorriram como se fosse bastante natural aquilo.
-Bem , mas vocês parecem ser bem amigos.
-E somos. – Nick respondeu.
-Fica tranqüilo tio, foi só uma briga entre irmãos, acontece – Tyler deu um tapa de leve nas costas do Nick, e continuaram a sorrir.
-Acho que só vou dar uma advertência a vocês, mas antes de voltarem para as salas, voltem pela a enfermaria para ver esses machucados – dito e feito, Tyler teve que por um tampão no olho e Nick apenas manter o braço erguido com um suporte no braço.
Na hora do intervalo, todos nos ficamos curiosos para saber o que tinha acontecido a Tyler e Nick.
-O que aconteceu? – Alex perguntou.
-Você estava lá! Como não viu o que aconteceu ? – Tyler falou.
-Eu estava prestando atenção na aula! – Alex respondeu.
-Você ? Prestando atenção na aula? Ta doente? Tem certeza que não está com febre ? – Nick pôs a mão na testa de Alex rindo.
-Tem razão, eu estava pensando na Jade – Alex piscou para a Jade, nos fazendo rir.
-Sai dessa – Jade cruzou os braços.
-Mas enfim, o que aconteceu? – Mirella perguntou.
-A gente brigou – Tyler disse.
-Foi. – Nick concordou.
-Por besteira – Tyler falou, e Nick sentiu a indireta.
-É, por ai – Nick continuava concordando.
-Qual foi o motivo ? – perguntei, e de imediato os dois mudaram de assunto, Nick me escondia algo, e eu não podia deixar de saber.

APERTE PLAY

Depois de um certo tempo, Rodrigo deixou que Nick me levasse em casa, as vezes íamos sozinhos, só eu e ele, quando o meu irmão tinha tempo ele ia pegar só o Daniel, esse foi um desses dias. A oportunidade perfeita para saber o que acontecera.
-Nick – falei
-Oi – ele respondeu enquanto dirigia concentrado.
-Me diz.
-O que – ele sabia do que se tratava, estava tentando ganhar tempo.
-Porque você bateu no Tyler?
-Ele te disse alguma coisa? Eu conheço vocês dois, ele te falou algo, ele te xingou? – insisti mais. Comecei a pensar  em milhares de motivos que justificavam a atitude do Nick, mas parecia que nenhum fazia sentido.
-Não foi nada – Nick se irritou, permanecemos em silencio, e um provável motivo veio a minha mente.
-Foi por minha causa. – Nick ficou falado – Não foi, Nick?
-Claro que não – até quem não conhecia o Nick, sabia que ele estava mentindo.
-Não mente, Nick – ele ficou calado – Eu sei o que esta acontecendo na escola, aqueles dois espalharam que eu sou doente,  ta todo mundo comentando que eu sou louca, e eu sabia que isso ia te afetar.
-Não esta me afetando.
-Nick você socou o seu melhor amigo – aumentei o meu tom de voz do mesmo nível do dele – Por minha causa – apontei para mim mesma.
-Ele deu motivos.
-Por minha culpa, eu estou destruindo sua vida, afastando as pessoas de você.
-Mas o Tyler não ficou bravo.
-Isso é só o começo Nick, tudo por causa de coisas minhas estúpidas.
-Porque você tem que ser assim sempre? – Nick se irritou.
-Assim como?
-Arrumar sempre brechas para a gente se separar, não quer ficar comigo, Alice?
-É o que eu mais quero Nick, mas eu quero que seja como antes, perfeito. – Antes que Nick respondesse, eu desci do carro e fui para casa, Nick nem tentou ir atrás de mim, apenas seguiu seu rumo, abri a porta nervosa, e não tinha ninguém em casa, provavelmente Rodrigo  tinha ido almoçar fora com o Daniel, subi até o meu quarto, mas antes, sempre passava no quarto do Edu, que estava com a porta aberta, vi aquela cama arrumada, o quarto vazio, nada da bagunça do meu irmão, doía ver aquilo, caminhei até o meu quarto, e não liguei se a porta tinha ficado aberta, o que importava era eu me isolar no banheiro, tranquei a porta e enquanto isso, Nick já estava na esquina, ele sentiu algo ruim, e viu que eu tinha esquecido a mochila no carro. No banheiro, tinha uma pia, claro, e debaixo dela eu escondia uma navalha, presa no fundo da pia com fita adesiva.
-Alice, você esqueceu a mochila dentro do carro – Nick gritou, mas eu não tinha escutado. Ele ainda pensou em deixar a bolsa no sofá e ir embora, mas algo lhe dizia para subir aquelas escadas, foi o que Nick fez,  subiu as escadas devagar, pois pensava que eu estava dormindo. No banheiro eu me deitei na banheira, e esperava que ela enchesse de água, ainda estava de roupas intimas, eu manuseava aquela navalha na mão e a apertava contra a palma da minha mão, não tinha medo de me machucar, sangrou um pouco, eu ofegava, respirava rápido, passei a mão nas minhas cicatrizes,se arrastei ela devagar na minha coxa, depois acelerei o ritmo, e segurava na borda da banheira com força  por causa da dor, eu via o sangue escorrendo, a água cristalina da banheira estava ficando vermelha, ouvi alguns passos se aproximando, sim, era o Nick, mas eu não sabia, mesmo se soubesse, queria ficar invisível para o mundo naquele momento, a água já estava quase transbordando, ele batia na porta, eu respirei fundo, e afundei, fazendo com que a água transbordasse.
-Alice? Ta tomando banho ? É que... – Nick viu que tinha água saindo pela brecha da porta, era pouca, mas era vermelha. – O que é isso? – Nick viu que era sangue – Merda. – Nick batia forte na porta, chutava, ele atirou a mochila no chão e o suporte do braço, e ficava nervoso vendo a água avermelhada saindo por de baixo da porta, ele bateu de lado com a lateral do corpo, e não aconteceu nada, na segunda vez, rachou um pouco, Nick se atirou na terceira, e conseguiu fazer a porta cair, parecia um filme de terror, todo aquele sangue espalhado no banheiro, e a banheira, transbordando, tudo que Nick via era o meu braço para fora segurando a navalha, ele desligou a torneira, e puxou meu corpo, para fora, não ficou constrangido em me ver de roupas intimas, isso era o que menos importava, eu estava desacordada. – Vai, vai acorda – Nick me levou para a o chão do quarto, ele batia de leve no meu rosto, mas nenhum sinal, eu dei uma respirada fundo, que tranqüilizou o Nick por 2 segundos, depois parei de respirar, ele tinha esquecido tudo que tinha aprendido nos primeiros socorros, estava desesperado, não podia chorar.

Continua...

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Então gente, o capítulo 11 foi um pouco forte não ? kkkk mas esse continua foi só um suspense, prometo que a Alice não vai morrer. Bom, acho que o 12 vai demorar um pouco, estou postando com muita frequência, e tem muita gente atrasada, então o 12 só sexta feira, ou não.
Enfim, o que acharam desse capítulo ? 
Mandem suas opiniões para @FlyWithJonasBR por favor comentem, para eu saber realmente quantas pessoas estão acompanhando a fic.

Beijooooooooooooooooooooooo

domingo, 15 de janeiro de 2012

Capítulo 10

Na manhã seguinte fui para a escola, e teve aula de matemática e blá blá blá... Enfim, vamos ao que interessa, a tarde com a Marina, eu estava tão ansiosa para ver a cara de bunda dela quando me visse, coloquei uma blusinha branca qualquer junto com uma saia de cintura alta azul marinho e uma bolsa de couro com franjinhas marrom CLIQUE AQUI PARA VER A ROUPA
Esperei o Nick chegar para nós irmos juntos, ele foi pontual chegou ás 14:30, ele levou o Joe também,que foi no banco de trás.
-Oi – falei e Nick me deu um selinho – Eai Joe.
-Oi – ele sorriu. Nick vestia uma regata azul clara  com um short jeans e um all star branco, ele ficava muito fofo com aqueles tênis.
-Que filme vamos assistir? – Nick perguntou enquanto dirigia.
-Vamos assistir Shrek – Joe falava que nem criança.
-Tudo bem para você? – Nick perguntou.
-Tudo – eu ria um pouco, apesar da diferença de idade Joe parecia super infantil. Quando chegamos no cinema, Nick foi comprar os ingressos e Joe e eu fomos olhar os horários das sessões, Marina tinha os seios fartos, o que não a impediu de usar um decote enorme, por mera ironia do destino ela também trazia o Rafael, esse mesmo, o meu ex-namorado.
-Nossa Marina, já está na hora de trabalhar na esquina? A essa hora? – Ela entendeu o que eu quis dizer mas não respondeu.
-Sou o Joe, irmão do Nick – Joe se apresentou.
-Oi Joe, sou a Marina, amiga do Nick – Marina falou.
-Acho que ‘ex-namorada’ dói um pouco falar não é marina? – continuei provocando, Joe segurou meu braço forte, indicava que eu estava indo longe demais, Marina continuou a me ignorar.
-Esse é o Rafael, EX – Ela falou dando ênfase ao ‘ex’ – da Alice.
-Procura outro insulto marina – sorri e caminhei até o Nick.
-Nossa vocês ainda não se mataram – Nick disse rindo, segurei o a mão dele e fomos até a entrada. Nas cadeiras do cinema ficaram a seguinte ordem, Rafael, Marina, Nick, eu, e Joe. Nick segurou minha mão e ficou alisando o tempo todo, ele parecia um pouco incomodado, coloquei minha cabeça um pouco a frente para ver o que era, Marina estava tentando pôr a mão na perna dele, me enchi de ódio, mas manti a calma.
-Marina querida, senta aqui do meu lado – falei bastante relaxada.
-Eu to bem aqui – ela sorriu.
-Não ta parecendo, sua mãozinha está com uma coceirinha não é? – Marina ficou calada, e não reagiu – SENTA AQUI AGORA – aumentei o tom de voz,e ela e Rafael foram para o meu lado, a ordem agora era Nick, eu, Rafael, Joe e Marina, não demorou uns 30 minutos para quando eu menos esperasse Marina e Joe estarem se pegando.Cutuquei Nick, para ele ver aquilo.
-Não vai demorar muito para ele abusar dela – Nick cochichou.
-Azeda como ela é, não dou nem o tempo do filme acabar – eu ri um pouco, Nick pôs o braço sobre mim, e eu escorei a minha cabeça no ombro dele, adorava aquela posição, era confortável, Nick sempre ficava fazendo carinho na minha cabeça. O único contra-tempo do filme foi a Marina querendo aparecer, até os créditos foi tudo bem, por mais que eu tivesse achado que o Rafael iria me deixar desconfortável não deixou. Quando estávamos indo para a saída da sala a Marina abriu a boca:
-Parece que ela parou de se rasgar, Rafael. – Nem Nick nem ninguém tinha entendido o que eles tinham falado.
-Deve ser o namoradinho novo – Rafael falou.
-Do que vocês estão falando? – Nick perguntou.
-Ah Nick, não sabia que a Alice tem problemas psicológicos? Parece que a namorada perfeita não é o que você pensa – Marina falou.
-Cala a boca, Marina – falei irritada, já sabia do que ela estava falando.
-O que ela quer dizer com isso Alice? – Nick disse, e eu não respondi.
-Mostra para ele Alice, mostra o quão perfeita você é – segurei a barra da saia – Mostra – levantei um pouco e Nick viu os cortes, na verdade eram cicatrizes, ainda estavam um pouco abertas.
-Porque, Alice? Porque? – Nick estava em choque, mas perguntava porque eu fazia aquilo.
-Ela é doente, Nick – Marina falou, eu ficava respirando rapidamente para conter as lagrimas, não tinha forças para bater na Marina, ela tinha acabado com aquele conto de fadas, mostrando um lado sombrio. Nick ficava me encarando e eu continuava calada.
-Responde – ele aumentou o tom de voz, fiquei assustada com tanta gente me olhando daquele jeito, sai empurrando todo mundo e fui para o mais longe que pude, quero dizer fui para o velho café onde Nick e eu nos conhecemos. Me sentei e comecei a chorar, eu estava com medo, medo de perder a melhor coisa que aconteceu na minha vida, medo de perder o Nick, por causa de um hábito estúpido, doentio.
-Alice – Nick me chamava, ele puxou a cadeira e se sentou ao meu lado.
-Como você me encontrou? – perguntei com a maquiagem toda borrada e ainda chorando, Nick limpou um pouco com os dedos.
-Isso não interessa, agora, me explica essa historia – Nick se mostrou atencioso, o que eu não entendia, pensava que ele ficaria bravo ou algo assim.
-Eu não sou doente, Nick  - falava com a voz chorona.
-Eu sei que você não é – Permaneci em silencio.
-Eu pareço ser forte Nick, mas eu não sou, sou muito fraca, eu não suporto o fato de saber que o meu irmão está no hospital praticamente morto, também não agüento saber que meus pais não estão nem ai para mim nem pelos meus irmãos, dói muito saber isso, e o único jeito de aliviar minha dor é fazendo isso, talvez não ajude, mas as vezes eu me importo mais em esconder as cicatrizes das pessoas do que com os meus problemas, me ajuda a esquecer – respirei fundo – Entende? – Nick coçou a cabeça – Claro que você não entende, você deve estar me achando uma pscicopata também.
-Na verdade não acho. – Nick segurou minha mão. – A ultima vez que eu falei com o Eduardo, foi 6 meses atrás, e eu ainda lembro de cada palavra que ele disse, antes de eu ir atrás de você que estava no corredor chorando.
-E o que ele disse?
-Disse que era para eu cuidar de você, não importasse o que estivesse acontecendo entre nós, e eu vou fazer isso, querendo você ou não, ele pediu, ele mandou, eu prometi, e eu quero cuidar de você. Porque não me contou isso?
-Porque você ia se afastar de mim.
-Mas eu não vou.

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EAII, o capítulo 10 mostrou um lado diferente da Alice, mas isso não significou que o Nick vai deixar de ama-la, pus essa parte da auto-mutilação para descontrair um pouco e deixar de ser namorinho 'perfeito', mas eu acho que não vai afetar muito haha. 
Tenho uma notícia para vocês, acho que a fic vai ter só mais 5 capítulo ,,,, é boa ou ruim ??? Enfim mas eu juro para vocês que esses ultimos 5 capítulos serão radicais e emocionantes haha.
Mas mudando de assunto. O que acharam do capítulo 10 ?? Mandem suas opiniões para @FlyWithJonasBR  oooooooooooooou   aqui mesmo :))
Beijooooooooo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Capítulo 9

1 mês depois
Durante a manhã, era o momento que eu mais sentia falta do Edu, acordar com um despertador ao invés da voz dele, enfim eram 6:30, e não tinha tanto alvoroço como antes. Na mesa durante o café, as vezes só ficava eu sentada, o Daniel geralmente recusava comer. Esse foi uma dessas manhãs, Daniel não queria tomar café, e Rodrigo nunca comia junto com a gente, o Maximo que eu fazia antes de ir para a escola era tomar um suco.
-Tem alguém te chamando ai fora – Rodrigo falou.
-Por mim? A essa hora? – Rodrigo me ignorou e eu sai para averiguar quem era, seja quem fosse estava de carro, uma caminhonete, muito elegante, quando sai de casa, abriu o vidro, era o Joe, espera, o Joe? O que ele quer?
-Oi – ele falou como se não fosse nada estranho aquilo tudo.
-Oi – falei desconfiada – Ér... posso ajudar? .
-Quer carona?
-Porque você ta me oferecendo isso?
-Ta com medo?
-Não, é que... Cadê o Nick?
-Ta em casa.
-Ele não vai para a escola?
-Vai.
-E porque você veio me pegar?
-Deu vontade.
-Porque? Você nem estuda na minha escola, esse nem seria o caminho para a escola se você estudasse lá, são 6:30 da manhã.
-Só estou sendo gentil.
-Sabia que o Nick e eu estamos namorando?
-Sabia. – parei um pouco de discutir com ele. – Você tem medo do Nick não é?
-Não.
-Tem sim, ta com medo de se ele te ver no carro comigo ele brigar com você.
-Não é isso, é que você foi o motivo da primeira briga.
-Fui? Você disse que não.
-Em termos você foi.
-Magoou.
-Eu tenho que me arrumar para ir para a escola.
-Vai recusar a carona? – Rodrigo estava saindo da garagem com o carro.
-Rodrigo, vai me deixar?
-Eu tenho que ir – Rodrigo falou.
-Como eu vou para a escola?
-Tem o seu amigo ai, ele te leva, leva não leva amigo? – Rodrigo perguntou ao Joe.
-Levo, se ela aceitar.
-Rodrigo.
-Vai Alice, abriu um estagio para mim, e se eu me atrasar eu perco, é só hoje, e olha que coincidência. – Rodrigo deu partida no carro e foi embora.
-Aceita carona agora? – Joe falou rindo e zoando da minha cara.
-Fica calado – entrei em casa para pegar minha mochila e o Daniel, entrei no carro quieta e coloquei o Daniel no banco de trás.
-Ta emburrada porque? – Joe perguntou enquanto dirigia – Você tem sorte de eu ter vindo.
-Obrigada Joseph – sorri sarcasticamente.
-Nossa, ta irritadinha
-Para com isso.
-Isso o que.
-Ficar me irritando.
-Mas você já está irritada.
-Até o Daniel de 6 anos está sendo mais maturo que você.
-Você fica nervosa perto de mim.
-O que?
-Sei que sou atraente.
-Você é tão convencido quanto o Nick.
-A diferença entre nós é que eu tenho motivos para ser convencido, o Nick nem tanto.
-Ta chamando o Nick de feio?
-Ele é meu irmão não é?
-Ele é meu namorado não é? – foi bem na hora que chegamos na escola – fim de papo. Vem Daniel.
-Eu não mereço nada não?
-Obrigada Joseph – eu ergui minha mão em sua direção esperando um aperto.
-Ah vamos lá Alice – ele pôs o dedo na bochecha – Não vou fazer nada com você. Ainda meio desconfiada eu me aproximei e fiz o que ele tinha pedido, um beijo na bochecha, mas, sempre tem um ‘mas’, ele virou o rosto e fez com que nós déssemos um selinho, bem rápido.
-Ah, você é nojento – sai do carro e bati a porta com força. Segurei na mão do Daniel e caminhei até a escola.
-É esse seu namorado ? – Daniel perguntou.
-Nem nos seus sonhos Daniel – levei Daniel para a sala dele, e quando  andei até o corredor, Nick me segurou pela mão.
-Bom dia, princesa – ele me deu um beijo na bochecha.
-Bom dia – sorri e o abracei.
-Vi você saindo do carro do Joe – ele sorria como se não fosse nada demais, mas dava para perceber que era falso.
-Viu?
-Vi, ér... porque você estava no carro dele?
-Ele me deu carona.
-Porque?
-Porque o Rodrigo não pode me deixar aqui.
-Porque não ligou para mim?
-Porque ele já estava lá.
-Porque ele estava lá?
-Eu não sei tá Nick? Para de ser assim, qual o problema de eu pegar carona com o Joe?
-Viu? Você desconfia de você mesma.
-Por favor não é Nick? – soltei a mão do Nick e fui para a minha sala. Não vi Nick na hora do intervalo, e no fim da aula o Rodrigo não pode me pegar, Daniel e eu fomos a pé mesmo, era longe mas o que eu poderia fazer? O Dani ia reclamando o tempo inteiro que estava cansado.
-Eu to cansado Alice – eu me recusava a responder – eu to cansado! – ele ficava puxando a barra da minha saia e batendo o pé – Eu to cans... – ele parou – olha o tio Nick!
-Esquece o Nick, Daniel! – gritei com ele e quando percebi era mesmo o Nick atrás da gente no carro.
-Vem Daniel – Nick abriu a porta do carro e Daniel se atreveu a entrar no carro, o segurei pela sua mochila.
-‘Vem Daniel’ nada – falei.
-Ta com raiva de mim? – Nick falou.
-Não, mas parece que você está.
-Eu?
-É Nick, você, sempre arranja motivos para desconfiar de mim, sempre encontra motivos para brigas, porque você não confia em mim?
-Mas eu confio.
-E porque aquele interrogatório todo ?
-Eu só tenho medo de te perder – Nick abaixou a cabeça – Eu sei que o Joe é mais atraente que eu,  e não queria que isso acontecesse outra vez.
-Isso o que?
-Joe consegue todas as garotas que ele quer, precisando ou não. Eu sei que você o acha bonito, e eu não estou te proibindo de pensar assim, eu só tenho medo.
-Você está deixando esse medo, me afetar, e isso incomoda um pouco.
-Me desculpa.
-Te desculpo, porque você me perdoou por ter chutado o seu saco – eu ri um pouco.
-Nem me lembre disso – Nick fez cara de bobalhão e riu comigo, depois de nos entendermos entrei no carro com o Daniel.
-Onde você estava na hora do intervalo? – perguntei.
-A marina me chamou. – ele falou naturalmente, arregalei os olhos.
-E o que ela queria?.
-Voltar comigo.
-E você disse o que? – Nossa que pergunta idiota hein Alice?
-Que ‘não’, o que era para eu ter dito?
-Que se a sua namorada tivesse visto isso, iria esfregar a cara de bunda dela no asfalto de meio dia , só isso. – Nick gargalhou.
-É sério – eu ri com ele. O celular do Nick começou a vibrar, ele parou o carro para atender, quando viu no visor quem era jogou no porta treco e deixou tocando. – Não vai atender?
-Não.
-Quem é? – eu estiquei minha mão para ver quem era e ele deu um tapa, fazendo o celular voar para perto dos pedais. – Porque fez isso? – eu comecei a rir.
-Não é ninguém. – tirei o cinto e pus minha cabeça entre as pernas do Nick para ver quem era. – O que você esta fazendo?. – ele ria que nem louco.
-É a Marina – vi no visor do celular – vou atender – Nick desligou o carro e se abaixou para tomar o celular de mim, um casal de idosos passava e viu aquele alvoroço todo dentro do carro.
-Meu Deus, está na hora do almoço deixem para fazer safadezas mais tarde – a senhora falou.
-Ou em um lugar reservado, e veja Maria – o senhor apontou para dentro do carro – tem uma criança dentro do carro.
-Tão novinhos, e já querem outro?  - a senhora falou e eu levantei a cabeça.
-Não senhora, ele é meu irmão – eu ri um pouco.
-Que seja, daqui a 9 meses verão o resultado disso – o senhor falou e saíram inconformados com o que mal tinham visto.
-Verdade, isso ta estranho, levanta daí – Nick me puxou rindo da situação, a essa altura o celular tinha parado de tocar. – Agora fica quieta. – deu uns 5 segundos e ela voltou a ligar.
-Olha quem está ligando de novo? – abri a porta do carro e atendi o celular, mas antes coloquei no viva voz, Nick saiu do carro atrás de mim.
-Alô ? – falei com voz de madame.
-Alô, Nick? – a Marina falou.
-Tenta outra querida – Nick não sabia se me matava ou se escutava a conversa.
-Quem está falando?
-A namorada do Nick – falei em tom de sarcasmo.
-Quem ?
-Vem cá, o que você quer?
-Falar com o Nick.
-Ué, ele está escutando, fala ai. – Nick pôs a mão na cabeça e começou a andar em círculos nervoso.
-Ér, oi marina – Nick disse.
-Vai Marina fala, ele está escutando.
-Não me sinto confortável com você escutando. – Marina disse.
-Também não me sinto confortável com você ligando para o meu namorado, pedindo para voltar para ele sabe marina? – ela permaneceu em silencio – Acho que você não se sentiria confortável também com eu esfregando sua cara no asfalto.
-Você não disse isso – Nick arregalou os olhos e se  jogou no carro morrendo de rir. Marina ficou um bom tempo em silencio.
-Queria saber se ele quer ir ao cinema comigo – Ela falou, parecia assustada.
-Tudo bem Nick ? – olhei para o Nick.
-Beleza – Nick deu um ‘legal’ para mim.
-Tudo bem, Marina, a gente vai. – falei para ela.
-‘A gente’quem? – Marina perguntou.
-Eu e o Nick, algum problema?
-Não.
-Então ok, amanhã ás 15:00 ta bom para você, querida?
-Ta sim.
-Ok, tchau, dá ‘tchau’ Nick – ergui o telefone para a boca do Nick.
-Tchau marina – desliguei o celular e voltei para dentro do carro.
-Toma – entreguei o celular a ele.
-Você é louca – ele continuava rindo. E Ligou o carro e finalmente chegamos em casa.
-Quer almoçar aqui? – convidei Nick.
-Vamos ver se minha namorada realmente sabe cozinhar – ele me deu um beijo na bochecha e quando fomos pegar o Daniel ele estava dormindo. – Deixa que eu pego ele – Nick pegou o meu irmão e o levou para a cama dele. Quando ele desceu eu estava cortando alguns vegetais.
-Oi – eu sorri.
-Ta fazendo o que? – ele se sentou no banco que ficava perto da bancada onde geralmente a gente preparava os pratos.
-Lasanha, gosta?
-Gosto, tem certeza que sabe cozinhar? – Nick me zoava enquanto beliscava algumas fatias de queijo.
-Pelo menos ninguém passa fome aqui em casa – eu ri um pouco, depois de um tempo, coloquei a lasanha no fogão, Nick e eu ficamos na sala, namorando um pouco, ficamos tão entretidos que nos esquecemos totalmente  da lasanha.
-Cheiro de queimado – Nick fungava.
-Ai meu Deus, a lasanha – corremos para a cozinha, e a lasanha tinha virado carvão, Nick não parava de rir. – Isso NUNCA aconteceu. Eu juro, foi culpa sua.
-Minha?
-É, nunca misture cozinha com Nicholas Jonas, dá nisso. – Nick começou a remexer as coisas na minha cozinha. – O que está procurando?
-Miojo, você tem miojo aqui?
-Tem, logo ali – apontei para o armário, e Nick colocou um chapéu de chef, ficou muito engraçadinho.
-Da licença, porque o verdadeiro chef, vai entrar em ação.
-Nossa, Senhor Nicholas Jerry Jonas, vai fazer miojo, palmas para ele – Fiquei batendo palmas para ele, 3 minutinhos depois Nick serviu o tal miojo á lá Jonas. Fomos para a sala comer.
-O que achou? Tem 5 segundos para responder – Nick me pressionava.
-Hmmmmmm, está bom – falei.
-‘Bom’? Esse miojo é um presente dos deuses – Nick falou.
-Não é para tanto.
-Melhor do que aquele carvão que você chama de lasanha. – Não respondi, quando me virei para o Nick de novo ele estava com um macarrão na boca. Não me agüentei comecei a rir. Peguei a outra ponta do macarrão e pus na boca, Nick ria muito, quando estávamos quase encontrando nossos lábios o macarrão se partiu.
-Ain – eu falei.
-Acho que seria mais fácil se fossemos cachorros – ele riu.
-Porque você é tão palhaço ? -  dei um tapa de leve nele. Nick sorriu um pouco e colocou os nossos pratos na mesinha da sala, colocou sua mão no meu pescoço e começou a me beijar, era insano, selvagem, ele foi me empurrando de leve até que de sentados, ficamos deitados, e eu confesso, estava adorando aquilo tudo, em um certo momento Nick atreveu por sua mão, bem devagar, debaixo da minha blusa, eu senti isso, e sabia o que ele queria, segurei a mão dele e tirei de lá. – Nick
 -Hã?– ele continuava me beijando.
-Eu não me sinto preparada para isso – Nick parou de me beijar e saiu de cima de mim. – Desculpa.
-Tudo bem – ele deu um suspiro e se sentou, colocou o braço sobre mim, e deu um beijo no meu ombro. Isso mesmo, se o que você está pensando é que o Nick queria transar,  era isso que ele queria, por mais que eu achasse ele a pessoa certa, ainda assim algo me dizia que era muito recente. Então eu acho que nessa história esse é o máximo que iremos chegar. Nick pareceu um pouco desapontado, mas não quis demonstrar.

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OIEEE, O que acharam do capítulo 9,, hmmm conheceram o lado safado do Nick hduahsihada, só para descontrair um pouco. Mas enfim, o que esperam desse encontro de Nick, Marina e Alice, acho que pode ir outra pessoa também,,, quem será???
Mandem suas sugestões para @FlyWithJonasBR e comentem o que acharam desse post, aqui ou lá no meu twitter :))
Beijoooooooooooooooo