O final de semana, se aproximou, passou tão rápido que mal vi o sábado, já não passeava mais com os cachorros da vizinhança, acordei cedo para passear com a Alice, desci devagar as escadas para não acordar o Daniel que estava encantado com o novo morador da nossa casa. A campainha tocou.
-Merda – fez muito barulho, todo o meu esforço para não fazer barulho nem de respirar tinha sido perdido, mas pareceu que ninguém tinha escutado, abri a porta devagar, Nick estava lá com as mãos escoradas na parede, parecia até um homem de negócios, com aquela cara séria e sexy ao mesmo tempo franzindo as sobrancelhas pequenas e com uma dobrinha linda.
-Oi. – eu sorri, surpresa.
-Oie – ele abriu um enorme sorriso.
-Porque tão cedo? – perguntei enquanto olhava no relógio de pulso as horas.
-Vou passear com as minhas “Alices” – ele sorriu, por trás de mim Daniel apareceu coçando os olhos de pijama, e com um pano segurando perto do rosto.
-Aonde você vai, Ali? – ele perguntou.
-Vou passear com o Nick e com a Alice, Daniel, volta para a cama, é cedo demais. – Falei enquanto me abaixava para por a coleira na Alice.
-Eu quero ir! – Daniel insistiu.
-Eu vou esperar lá fora – Nick falou, percebeu o incomodo e se retirou. Olhei para ele rápido e voltei meus olhos para o Daniel.
-A gente já conversou sobre isso, Daniel. Preciso de tempo com o Nick – falei.
-Gostava mais do Nick quando você era apaixonada por ele e não admitia – essas palavras saíram da boca dele e eu perguntei, como uma criança pode ter isso no vocabulário?
-Vai dormir, Daniel – Não respondi aquilo, apenas me levantei e apontei para as escadas.
-Quero que isso acabe, RÁPIDO –ele gritou e subiu as escadas pisando forte, Daniel nunca tinha ficado tão bravo, ele e o Rodrigo estavam agindo assim, estressados com o Nick, mais uma vez não liguei, peguei as chaves e sai. Nick me esperava no banco, pôs o carro dentro da garagem e saímos caminhando juntos.
Como de costume sempre parávamos na cafeteria onde nos conhecemos, nos sentamos e amarramos a coleira da Alice na mesa ficamos conversamos, até que fomos interrompidos.
-Nick? – uma voz meiga soou em nossos ouvidos Nick de imediato se virou para averiguar quem era, era aquela loira, e estava com a Marina.
-Oi, Carol – ele logo abriu um largo e enorme sorriso, parecia radiante. Nick se levantou para cumprimentá-la com um abraço caloroso.
-Coincidência, não é? Onde nos conhecemos – ela falou, perguntei a mim mesma, coincidência? Até demais não é, permaneci calada, brincando com o porta guardanapo da mesa com cara de tédio.
-É – Nick ficou sorrindo para ela por alguns segundos – Ah Carol – ele pareceu despertar de um sonho – Essa é a Alice. – ele apontou para mim e eu dei um leve sorriso com um tom falso.
-Oi, ela é linda, sua irmã? – Ela perguntou, como assim? Irmã do Nick? Eu, queria pular no pescoço daquela loira nojenta.
-Namorada – falei num tom irônico repetindo o sorriso falso.
-Você quer sentar com a gente? – Nick não deu a mínima atenção a Marina, ele puxou a cadeira pedindo para a Carol sentar.
-Vou ali comprar um café e eu sento com vocês – ela sorriu.
-Eu vou com você – Eu arregalava os olhos a cada palavra e atitude do Nick. Os dois juntos foram para dentro do café, e me deixaram só naquela mesa sozinha, fiquei acariciando a Alice um pouco, e a Marina se sentou ao meu lado.
-É difícil não é? – Marina falou e eu não respondi a ignorei – Eu sabia que o amor de vocês ia acabar.
-Não acabou – respondi olhando para ela e soltando a Alice.
-Olha o jeito que ele olhou para a loira, Alice. Foi do mesmo jeito com ela, parecia com você e ele, se conheceram aqui, e terminaram aqui, agora que ela tem peitos e bunda maiores que o seu...
-Do que você está falando? – perguntei confusa.
-O Nick cansa, cansa das garotas, depois de um certo tempo ele muda, você só é mais uma.
-Você também já foi uma – tentei atacá-la com palavras.
-Não, ele já foi um, eu sai mais rápido do sofrimento, eu terminei com ele, lembra? O Nick não suporta ficar sozinho, porque acha que ele deu mole a primeira que ele viu, ou seja, você?
-Você está blefando, isso não faz sentido.
-Não faz sentido você ficar pensando que o Nick vai ficar com você para sempre. Olha para ela Alice, é temporário, mas serve como um troféu para ele – eu olhei para a Carol, estava se divertindo com o Nick.
-Eu não ... – de 100% que a Marina falou eu absorvi 75%, podia ser que ela fosse uma cobra, mas muito daquilo era verdade. Quem era a Alice perto da Carol?
-Sai desse pais das maravilhas, Alice – ela se levantou da mesa – Se liga – arrancou o porta-guardanapo de minhas mãos e o bateu forte na mesa, e se retirou, deu algumas palavras com a Carol e se foi. Logo depois os dois se sentaram a mesa e ficaram conversando sobre o café preferido e o telefone da Carol tocou, ela falou por alguns segundos e desligou.
-Desculpa, Nick, tenho que ir – ela sorriu se levantando.
-Mas já? – Nick falou. Que merda é essa Nick?
-Sim, foi um prazer encontrar vocês – ela se retirou e Nick continuava sorrindo que nem bobo.
-Ela não é incrível? – Nick me perguntou.
-Sim, sim, incrível – falei num tom sarcástico.
-Algum problema? Porque está agindo assim ? – Nick voltou a ficar sério percebendo minha mudança de humor.
-Não Nick, eu to normal, porque VOCÊ está agindo assim? – me escorei na cadeira, e fiquei olhando ele, ainda séria.
-Como assim? – ele se mostrava confuso.
-No começo, eu pensei que fosse por minha causa, mas você está mudando por si
-Do que você está falando?
-Você gritou com o diretor, bateu no seu melhor amigo, cortou seu pulso, minha culpa, mas agora, parece que você cansou, cansou de mim.
-Ta com ciúmes da Carol?
-Olha para si mesmo Nick, você ficou todo derretido por ela.
-Tudo isso é ciúmes?
-TUDO ISSO? Não é ciúmes, pode vir qualquer garota se esfregando em você que eu não ligo, mas você se esfregando nela?
-Ela é só uma amiga.
-E sua ex-namorada.
-Ta me proibindo de ver ela?
-Claro que não.
-ENTÃO O QUE É? – Nick gritou comigo e eu me assustei, mas não quis demonstrar, ele percebeu que tinha gritado.
-Você mudou, muito. – eu peguei minha bolsa e coloquei no ombro.
-Vai brigar aqui? Onde tudo começou? – Nick perguntou.
-Onde tudo começou, e onde acabou. Pega seu caderninho e anota ‘Alice’ como ‘mais uma’ – respirei fundo, e tirei o colar com a letra ‘N’ que Nick tinha me dado joguei ele em cima da mesa e desamarrei a Alice do pé da mesa, e caminhei, parecia orgulhosa do que tinha feito naquele momento, um tanto não, queria me poupar de mais sofrimento,não ia derramar uma sequer lágrima por causa do Nick. Agimos como duas pessoas divorciadas, mudas, que não queriam nem olhar para a cara uma da outra. Eu tinha agido exatamente como o Nick no dia que estávamos na casa do Alex, quando cheguei em casa pus as chaves na mesa e me sentei no sofá, uns 15 minutos depois alguém bateu no portão, Rodrigo estava acordado então foi atender.
-Ah, oi Nick – ele viu que era Nick e eu escutei, fingi não me importar – Espera que eu vou chamar a Alice..
-Não – Nick o interrompeu – Só vim pegar meu carro.
-Não vai falar com ela? – Rodrigo falava desentendido. Nick não respondeu apenas ligou o carro e saiu. Rodrigo chegou na sala com cara de confuso e me perguntou :
-O que aconteceu?
-Terminei com ele – sorri .
-E isso é bom?
-Em termos – continuei sorrindo e acariciando a Alice que estava no meu colo, Rodrigo se retirou da sala, não quis almoçar, subi pro meu quarto, e comecei a lembrar de tudo que eu e Nick tínhamos vivido juntos, pensei no quão ele me fazia feliz, e no quão era gostoso fazê-lo sorrir, pensei no cheiro das rosas, no colar que já não encostava na minha pele, o orgulho não me deixava sofrer, ou dizer que eu estava errada em terminar com ele, no meu racional, eu estava certa, no meu coração, eu tinha acabado de fazer a maior merda do mundo.
Adormeci, só acordei na manhã seguinte, era estranho não acordar com sms ou ligações do Nick, ‘Vou me acostumar com o tempo’ pensei. Fiz minha higiene matinal, e desci as escadas para comer algo, estava morta de fome.
-Bom dia – Rodrigo falou.
-Bom dia – sorri enquanto mordiscava a maçã.
-Parece bem – ele estranhou.
-Eu estou bem – continuei sorrindo.
-Animada? – Rodrigo pegou o notebook e colocou em cima da mesa.
-Pra o que? – perguntei, não entendendo.
-Ontem saiu o resultado do vestibular, você estava dormindo, não quis checar – Rodrigo falou enquanto digitava algumas coisas no computador.
-Meu Deus – eu comecei a ficar nervosa – tinha esquecido, abre logo, abre abre!!!! – gritei com o Rodrigo e pulei para o lado dele. Ficamos calados, eram 3 universidades, a 1° medicina em Los Angeles que era a que eu realmente queria e estava localizada onde eu morava, a 2° jornalismo em Los Angeles só por segurança, e a 3° medicina em Nova York, não queria me mudar mas era isso ou, adeus medicina. Rodrigo verificou a segunda, a de jornalismo.
-Vamos, ver – ele colocou o dedo na tela, e ficou procurando meu nome – eeeeeeeeeeeeeee – ele ficava fazendo suspense.
-O que, o que???? – perguntava apertando o ombro do Rodrigo o balançando rápido.
-Aprovada! – Rodrigo falou radiante. Não me animei muito, não tinha o mínimo interesse em jornalismo.
-Vai para a outra, a outra de Nova York – ficava cutucando o Rodrigo.
-Calma – ele digitou o segundo, a de Nova York, meu verdadeiro interesse era na de Los Angeles, gostava de me maltratar com esse suspense. –Aprovada – Rodrigo falou batendo palma com orgulho.
-A de Los Angeles, vai vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai Rodrigooooooooooo – eu gritava no ouvido dele. Ele ria do meu desespero... ele abriu a página e tinham umas 1,000 Alices.
-Olha recebi um novo e-mail – ele brincou comigo e gargalhou da minha cara, empurrei Rodrigo da cadeira, e procurei meu nome, verifiquei umas 10 vezes, meus olhos não desgrudavam daquela tela, decidi procurar pelo cadastro, preenchi com senha, com usuário, ainda errei uma vez, quando abriu minha página ‘Reprovada’. Rodrigo percebeu que meu enorme sorriso tinha sido desfeito.
-Papai e mamãe já sabem que você passou! – ele ergueu outro sorriso malicioso.
-E daí? – perguntei, irritada, meus pais nem sabem se o Edu ta vivo e sabem que eu passei no vestibular.
-A cor do carro que você queria era vermelho – ele tirou do bolso uma chave com um chaveiro com a minha inicial.
-NÃO ACREDITO – corri para o quintal e o meu carro estava lá, era um novo fusca, vermelho, parecia uma cereja de tão lindo, meus olhos brilharam, abracei o carro e fiquei pulando estericamente na frente. Mas a felicidade não era tanta só em pensar que eu iria logo para Nova York.
-Não fica assim. Você passou em duas – Rodrigo falou.
-Vou para a de Nova York – falei decidida.
-Então porque está assim? – ele perguntou.
-Não quero sair de Los Angeles, deixar tudo para trás... – Rodrigo permaneceu calado, ele apenas pegou o Daniel e foi me seguindo até a escola no carro da família. sabia que era a decisão certa, mas em termos. Tecnicamente, a primeira pessoa que eu diria que passei no vestibular, seria ao Nick, estava louca para saber qual universidade ele ia, acendi o celular, e ainda havia uma foto nossa no visor quando fomos á praia na primeira vez, sorri lembrando do chute que eu tinha dado nele, passei o dedo devagar, respirei fundo e a apaguei, ainda pensei novamente em ligar para ele, estava animada, mas só desliguei e joguei o celular dentro da bolsa e me escorei.
Quando cheguei na escola, Rodrigo foi deixar Daniel na sala, o que era raro, e eu encontrei as meninas na frente da escola.
-Seu carro? – Tyler falou surpreso.
-Ganhei agora! – falei orgulhosa- Não é lindo?
-Passou em que? – Tyler perguntou, antes de responder Jade se atreveu a me atropelar.
-DIREITO EM LOS ANGELES – Jade gritava estérica.
-A pergunta não era para você Jade – ele cruzou os braços.
-Letras em Los Angeles – Mirella falou radiante.
-Administração... – Vale fez uns segundos de suspense – EM LOS ANGELES. – Fiquei um pouco triste em falar que eu ia para Nova York, então pensei em ser a ultima a falar.
-Direito – Alex falou, e olhou para Jade – em Los Angeles – ele piscou para ela.
-Arquitetura – Tyler sorriu. Nick estava se aproximando e quando nos vimos, ele desviou o caminho. – Hey, Nick – ele gritou, Nick acenou e continuou andando.
-Algum problema? – Mirella perguntou e todos os olhares se voltaram para mim.
-Brigaram? – Jade perguntou. Cocei a cabeça e suspirei.
-Terminamos – falei, e todos arregalaram os olhos e eu sentia que ia começar o interrogatório.
-Porque? – todos juntaram as vozes.
-Se querem realmente saber – tirei a minha ficha de aprovada de Nova York – Medicina, em Nova York – entreguei o papel e sai. Engoli seco e continuei caminhando, esbarrei com o Rafael.
-Desculpe – ele falou segurando meus ombros – Ah, oi Alice – ele sorriu.
-Oi – continuei andando.
-Já foi convidada á festa de formatura? – ele me mostrou o cartaz, dizia que seria na quinta feira – Ah, você vai com o Nick. – ele logo desanimou.
-Na, verdade, vou sozinha – suspirei.
-Vocês terminaram? – Rafael perguntou surpreso.
-Sim. – abri um leve sorriso.
-Você parece bem – ele repetiu o mesmo que Rodrigo.
-Eu estou bem. – dessa vez mostrei os dentes no sorriso, o sinal tocou – Tenho que ir, a gente se fala.
-A gente se fala – ele falou com a voz fraca, fui para a minha sala e me sentei, o professor falava sobre nossas despedidas e tal, sobre quem passou ou não no vestibular, sobre tomar difíceis decisões. Passei um tempo pensando, Jade notou que eu estava calada demais.
-Vai mesmo para Nova York? – ela perguntou apreensiva.
-É o meu curso dos sonhos, não é? – respondi com um tom de obvio.
-É – ela falou com um tom de desanimo, passamos a aula caladas, foi em um certo momento que alguém bateu na porta, claro que me chamou a atenção, todos os olhares se concentraram na porta, era uma das supervisoras.
-Bom dia – ela dirigiu a palavra ao professor.
-Bom dia – ele respondeu se aproximando da porta e segurando na borda – Posso ajudar?
-Sim, um telefonema para a Alice – ela falou , eu era a única Alice da turma, me assustei, porque ligavam para a escola, o que será que aconteceu? Algum problema com o Rodrigo? Meus pais... pensei mais um pouco. Eduardo? Congelei, e arregalei os olhos, me levantei devagar, e a turma, que normalmente fazia aquelas palhaçadas, permaneceu calada vendo minha apreensão, fui até a saída com as mãos trêmulas, coloquei o telefone no ouvido.
-A-Alô ? – falei gaguejando nervosa.
-Alice? – era a voz do Rodrigo, estava rouca, parecia estar chorando.
-Rodrigo? Tava chorando?
-Porque não atendeu a porcaria do telefone? – ele falou irritado
-Estava desligado, o que aconteceu?
-O Eduardo – ele falou e logo meu coração acelerou, minha garganta se movimentava devagar, com aquela dor chata que nos dá quando queremos prender o choro.
-O que tem o Eduardo? – Não sei de onde eu arranjei forças para perguntar aquilo, minhas mãos suavam, troquei o telefone de mão, e continuavam tremendo, meus batimentos aceleravam a cada milésimo que o Rodrigo ficava calado, até que ele finalmente respondeu.
-Ele acordou! – Eu nunca tinha ficado tão feliz na minha vida, desliguei o telefone sem nem mesmo terminar a ligação e corri para a sala, sem mesmo pedir licença, atravessei o professor radiante, e peguei minha bolsa.
-O que aconteceu? – Jade perguntou quando viu minhas lagrimas de felicidade.
-O Eduardo, Jade! Ele acordou – Jade também ficou super feliz, coloquei a bolsa no ombro e sai da escola, procurei a chave na bolsa, minhas mãos estavam tão tremulas que quase não conseguia encaixa-la na ignição, fui o mais rápido possível para o hospital, quando cheguei na porta da UTI vi os olhos do Eduardo abertos, ainda amarelo, com uma aparência envelhecida, e magro, mas ele estava bem, e estava sentado numa cadeira de rodas, conversando com o médico, recebendo algumas recomendações, atirei a bolsa no chão, e corri para dar-lhe um abraço.
-EDUARDO! – gritei e ele logo se assustou quando me viu. Não conseguia conter as lagrimas.
-Quem é você? – ele perguntou. Logo sai de perto dele, e arregalei os olhos, ele tinha perdido a memória? Não lembrava de mim, fiquei assustada – Brincadeira, você tinha que ver sua cara, Alice – ele gargalhava da minha cara.
-Palhaço. – dei um empurrão nele rindo junto com o Eduardo. Rodrigo apareceu e me abraçou ele começou a empurrar a cadeira – Porque ele esta usando isso? – perguntei assustada.
-É temporário, fica calma, dormi demais – Eduardo respondeu, ainda assim tirando piada da situação.
-Ganhei um carro – falei enquanto caminhávamos. – Deixa ele ir comigo, Rodrigo – Nosso maior sonho, meu e do Edu, era ter um carro, combinávamos de comprar a marca que ele quisesse, e a cor que eu desejasse, já que iríamos rachar, ele logo radiou quando viu a grande 'cereja', Rodrigo balançou a cabeça positivamente, e fomos juntos ao estacionamento, ele colocou Eduardo com cuidado no banco da frente e a cadeira de rodas desmontável na mala do carro. Liguei o carro animada e fomos conversamos.
-Parece estar radiante – Eduardo falou sorrindo.
-E estou, passei no vestibular, ganhei um carro, você saiu do coma, é o dia mais feliz da minha vida – falei abrindo um largo sorriso.
-Podia ser melhor. – Eduardo falou.
-Como assim? – perguntei não entendendo.
-Com o Nick – Eduardo falou sábio.
-O que tem o Nick? – falei.
-Você terminou com ele, e esta arrependida, não usa o colar, ele não veio com você, podia ter sido melhor – Eduardo falou.
-Escutava o que eu te falava? E não. Não estou arrependida, estou me sentindo melhor – sorri um pouco.
-Sim, escutava muito bem, estava consciente, mas não tinha posse do meu corpo – ele falou. Por um lado o Eduardo estava certo, ficamos calados, ele sabia o que estava falando, mas novamente, o orgulho não me deixava dizer a mim mesma que eu estava errada, preferi negar todo aquele arrependimento, que apenas estava começando.
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EAAAAAAAAAI GALERA, falei que o Edu não ia morrer, olha ai, o garoto vivinho da silva, ele acordou, na hora certa, quando lerem o último capítulo vão descobrir o porque.
Olha foi bem intenso esse penúltimo capítulo, muitas emoções, mas prometo um último capítulo 'de matar'.
O que estão achando dessas últimas emoções da fic??
Mandem para @FlyWithJonasBR
BEIJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
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