Essa é uma parte do capítulo 10 que eu esqueci de postar kkk
Oi Edu, bem, hoje eu fui no cinema com o Nick, Joe, Marina e Rafael, é, o meu ex-namorado, bom houve um contra-tempo r o Nick descobriu, sei que ficaria decepcionado, se soubesse que – respeirei fundo – eu voltei a me auto-mutilar, eu sinto vergonha de mim mesma por causa dessa hábito ridículo. Pensei que Nick ia ficar decepcionado, mas não, ele é um namorado maravilhoso, não sei o que eu fiz para merecê-lo, ele está me dando apoio, queria que estivesse viv... – parei de falar e pensei no que ia sair da minha boca – quero dizer, acordado – calei minha boca por um tempo – Eu sinto tanto sua falta Edu, eu te digo isso todos os dias, mas dói muito não ter você lá em casa – escorreu uma lágrima sob meu rosto. Eduardo podia ser o irmão mais detestável do mundo, mas ele sabia ser o melhor amigo do mundo, como vivíamos grudados um no outro, não era difícil perceber que eu demorava demais no banheiro, ou ficava mudando de humor, Eduardo descobriu que eu me auto-mutilava e ele agiu como o Nick, me ajudou a parar, depois que ele tinha se internado, me senti sozinha no mundo, daí apareceu um anjo chamado Nicholas, mas mesmo assim, nada se comparava ao apoio que o meu irmão caçula me dava.
Capítulo 11
Deixe a música carregar um pouco , eu aviso quando for para apertar play
Durante esse tempo, e depois que o Nick tinha descoberto a freqüência que eu furava minha pele, diminuiu, alias, sumiu, estávamos mais próximos, Nick conseguia perceber quando eu tinha um aperto no coração, desanimava, e tentava esconder, mas ele me impedia, era incrível o que ele estava fazendo por mim. Numa manhã de aula, acho que três dias depois daquela tarde com a Marina, Tyler e Nick conversavam durante a aula.
-Hey, Nick! – Tyler o chamava, mas Nick o ignorou, então ele atirou uma régua no rosto dele.
-O que é? – Nick se irritou.
-Quero falar com você – Tyler disse
-Já ta falando né? – Nick disse esfregando o olho atingido pela régua.
-Rolou ... – ele não disse a palavra mas gesticulou de um jeito engraçado – entre eu e a Mirella – ele estava radiante.
-Que bom cara – Nick sorriu, se mostrou apreensivo, mas tentou disfarçar.
-Algum problema? – Tyler percebeu.
-Não.
-Você e a Alice... ainda não?
-Não, eu bem que tentei, mas...
-Mas?
-Mas ela não quis!
-Você tinha tomado banho?
-Claro né, Tyler? – Nick falou com cara de óbvio.
-Será que é porque... – Tyler decidiu pensar bem no jogo de palavras, então completou a frase.
-Porque o que? – Nick percebeu aquilo.
-Os problemas dela.
-Que problemas? – Nick pensou que havia mais algo que eu escondia.
-Cara, você namora ela, e não sabe que a Alice é meio... psicótica, sei lá... Isso afeta a vida sexual – Tyler disse como se fosse um expert no que falava. Nick começou a ferver de raiva, mas decidiu se controlar.
-Porque diz isso?
-Quero dizer, que tipo de louco fura a própria pele? Ela é maluca, sei que fui que te recomendei ela,mas a escola toda está comentando, inclusive eu não sabia.
Na cabeça de Nick veio a Marina ou o Rafael, provavelmente espalharam a historia para a escola toda, colocando algo a mais, para sujar a minha imagem, Nick se desligou um pouco do mundo, e Tyler continuava falando, falando, e falando mais, até que algo saiu da boca de Tyler.
-Ela é doente. – O sangue de Nick começou a esquentar, se levantou e segurou Tyler pela gola da camisa, a raiva dele fez com que toda a força possível fosse para o pulso, que foi erguido e socou o olho do Tyler que revidou o empurrando contra a parede, fazendo Nick cair sobre o próprio braço.
-O que é isso cara? – Tyle arregalou os olhos enquanto averiguava se estava sangrando. O professor percebeu a movimentação.
-Nicholas Jerry Jonas – Nick já tinha se levantado da cadeira e já estava no corredor, já sabia para onde deveria ir.
-Eu sei o caminho da diretoria – ele falou irritado.
-Tyler você também – Tyler saiu da sala e tentou alcançar Nick.
-Porque você fez isso? – perguntou.
-Ela não é doente – Nick aumentou o tom de voz.
-Só porque eu chamei a Alice de doente? – Tyler falava desentendido, Nick parou de caminhar e apontou o dedo para o rosto de Tyler.
-Você não sabe um terço do que ela está passando, então não coloque ‘Alice’ e ‘doente’ na mesma frase, ou eu te quebro todo. – Nick ofegava e estava todo vermelho de estravasar a raiva daquele jeito, ficaram em silencio, e continuaram a caminhar.
-Você realmente gosta dela não é? – Tyler quebrou o silencio.
-Amo. – Se desculparam um com o outro, e ficaram sentados nas cadeiras a frente da diretoria, esperaram alguns minutos, quando o diretor o chamou para conversar.
-Vamos lá, me contem o que aconteceu – os dois se sentaram na cadeira, e explicaram.
-Eu ando um pouco estressado, e mesmo o Tyler não merecendo, descontei meu stress nele.
- E eu revidei – os dois sorriram como se fosse bastante natural aquilo.
-Bem , mas vocês parecem ser bem amigos.
-E somos. – Nick respondeu.
-Fica tranqüilo tio, foi só uma briga entre irmãos, acontece – Tyler deu um tapa de leve nas costas do Nick, e continuaram a sorrir.
-Acho que só vou dar uma advertência a vocês, mas antes de voltarem para as salas, voltem pela a enfermaria para ver esses machucados – dito e feito, Tyler teve que por um tampão no olho e Nick apenas manter o braço erguido com um suporte no braço.
Na hora do intervalo, todos nos ficamos curiosos para saber o que tinha acontecido a Tyler e Nick.
-O que aconteceu? – Alex perguntou.
-Você estava lá! Como não viu o que aconteceu ? – Tyler falou.
-Eu estava prestando atenção na aula! – Alex respondeu.
-Você ? Prestando atenção na aula? Ta doente? Tem certeza que não está com febre ? – Nick pôs a mão na testa de Alex rindo.
-Tem razão, eu estava pensando na Jade – Alex piscou para a Jade, nos fazendo rir.
-Sai dessa – Jade cruzou os braços.
-Mas enfim, o que aconteceu? – Mirella perguntou.
-A gente brigou – Tyler disse.
-Foi. – Nick concordou.
-Por besteira – Tyler falou, e Nick sentiu a indireta.
-É, por ai – Nick continuava concordando.
-Qual foi o motivo ? – perguntei, e de imediato os dois mudaram de assunto, Nick me escondia algo, e eu não podia deixar de saber.
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Depois de um certo tempo, Rodrigo deixou que Nick me levasse em casa, as vezes íamos sozinhos, só eu e ele, quando o meu irmão tinha tempo ele ia pegar só o Daniel, esse foi um desses dias. A oportunidade perfeita para saber o que acontecera.
-Nick – falei
-Oi – ele respondeu enquanto dirigia concentrado.
-Me diz.
-O que – ele sabia do que se tratava, estava tentando ganhar tempo.
-Porque você bateu no Tyler?
-Ele te disse alguma coisa? Eu conheço vocês dois, ele te falou algo, ele te xingou? – insisti mais. Comecei a pensar em milhares de motivos que justificavam a atitude do Nick, mas parecia que nenhum fazia sentido.
-Não foi nada – Nick se irritou, permanecemos em silencio, e um provável motivo veio a minha mente.
-Foi por minha causa. – Nick ficou falado – Não foi, Nick?
-Claro que não – até quem não conhecia o Nick, sabia que ele estava mentindo.
-Não mente, Nick – ele ficou calado – Eu sei o que esta acontecendo na escola, aqueles dois espalharam que eu sou doente, ta todo mundo comentando que eu sou louca, e eu sabia que isso ia te afetar.
-Não esta me afetando.
-Nick você socou o seu melhor amigo – aumentei o meu tom de voz do mesmo nível do dele – Por minha causa – apontei para mim mesma.
-Ele deu motivos.
-Por minha culpa, eu estou destruindo sua vida, afastando as pessoas de você.
-Mas o Tyler não ficou bravo.
-Isso é só o começo Nick, tudo por causa de coisas minhas estúpidas.
-Porque você tem que ser assim sempre? – Nick se irritou.
-Assim como?
-Arrumar sempre brechas para a gente se separar, não quer ficar comigo, Alice?
-É o que eu mais quero Nick, mas eu quero que seja como antes, perfeito. – Antes que Nick respondesse, eu desci do carro e fui para casa, Nick nem tentou ir atrás de mim, apenas seguiu seu rumo, abri a porta nervosa, e não tinha ninguém em casa, provavelmente Rodrigo tinha ido almoçar fora com o Daniel, subi até o meu quarto, mas antes, sempre passava no quarto do Edu, que estava com a porta aberta, vi aquela cama arrumada, o quarto vazio, nada da bagunça do meu irmão, doía ver aquilo, caminhei até o meu quarto, e não liguei se a porta tinha ficado aberta, o que importava era eu me isolar no banheiro, tranquei a porta e enquanto isso, Nick já estava na esquina, ele sentiu algo ruim, e viu que eu tinha esquecido a mochila no carro. No banheiro, tinha uma pia, claro, e debaixo dela eu escondia uma navalha, presa no fundo da pia com fita adesiva.
-Alice, você esqueceu a mochila dentro do carro – Nick gritou, mas eu não tinha escutado. Ele ainda pensou em deixar a bolsa no sofá e ir embora, mas algo lhe dizia para subir aquelas escadas, foi o que Nick fez, subiu as escadas devagar, pois pensava que eu estava dormindo. No banheiro eu me deitei na banheira, e esperava que ela enchesse de água, ainda estava de roupas intimas, eu manuseava aquela navalha na mão e a apertava contra a palma da minha mão, não tinha medo de me machucar, sangrou um pouco, eu ofegava, respirava rápido, passei a mão nas minhas cicatrizes,se arrastei ela devagar na minha coxa, depois acelerei o ritmo, e segurava na borda da banheira com força por causa da dor, eu via o sangue escorrendo, a água cristalina da banheira estava ficando vermelha, ouvi alguns passos se aproximando, sim, era o Nick, mas eu não sabia, mesmo se soubesse, queria ficar invisível para o mundo naquele momento, a água já estava quase transbordando, ele batia na porta, eu respirei fundo, e afundei, fazendo com que a água transbordasse.
-Alice? Ta tomando banho ? É que... – Nick viu que tinha água saindo pela brecha da porta, era pouca, mas era vermelha. – O que é isso? – Nick viu que era sangue – Merda. – Nick batia forte na porta, chutava, ele atirou a mochila no chão e o suporte do braço, e ficava nervoso vendo a água avermelhada saindo por de baixo da porta, ele bateu de lado com a lateral do corpo, e não aconteceu nada, na segunda vez, rachou um pouco, Nick se atirou na terceira, e conseguiu fazer a porta cair, parecia um filme de terror, todo aquele sangue espalhado no banheiro, e a banheira, transbordando, tudo que Nick via era o meu braço para fora segurando a navalha, ele desligou a torneira, e puxou meu corpo, para fora, não ficou constrangido em me ver de roupas intimas, isso era o que menos importava, eu estava desacordada. – Vai, vai acorda – Nick me levou para a o chão do quarto, ele batia de leve no meu rosto, mas nenhum sinal, eu dei uma respirada fundo, que tranqüilizou o Nick por 2 segundos, depois parei de respirar, ele tinha esquecido tudo que tinha aprendido nos primeiros socorros, estava desesperado, não podia chorar.
Continua...
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Então gente, o capítulo 11 foi um pouco forte não ? kkkk mas esse continua foi só um suspense, prometo que a Alice não vai morrer. Bom, acho que o 12 vai demorar um pouco, estou postando com muita frequência, e tem muita gente atrasada, então o 12 só sexta feira, ou não.
Enfim, o que acharam desse capítulo ?
Mandem suas opiniões para @FlyWithJonasBR por favor comentem, para eu saber realmente quantas pessoas estão acompanhando a fic.
Beijooooooooooooooooooooooo
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